segunda-feira, 11 de junho de 2012

Little Rock Star

Em algum momento eu escrevi sobre como são detestáveis as pessoas que dão instrumentos musicais pras crianças... dos outros. Ou brinquedos barulhentos, bonecas com músicas repetitivas... Olha, é motivo pra entrar pra lista negra pra sempre um crime desses.

 No aniversário passado a Lucia ganhou uma bateria da Tia Nara. Nada menos que uma bateria! Os vizinhos já fizeram fila na porta pra pedir o endereço dela.

Tendo dito isto, que coisa linda a pequena batucando. E já toca melhor que eu, que desafino até campainha. Tão linda que sou capaz até de perdoar o crime. Só não contem pra ela -  não é porque a gente adora a Tia Nara que ela pode escapar assim impune.


 

terça-feira, 5 de junho de 2012

No céu dos cachorros

É muito raro eu publicar um texto que não seja meu.
Mas li esse aqui no Facebook da Soraia, que foi a editora dos meus dois livros.
Sim, aquela que fez um trabalho fenomenal e que não gostava que eu dissesse que a Lucia morava no meu saco.
Aposto que ela vai aparecer nos comentários e lembrar que ela deixou essa piada passar, mas que da quarta vez que eu escrevi isso, no mesmo livro, ela se revoltou.

Achei o texto lindo:
...
Desde que a Lavínia nasceu conversamos muito com ela. Aliás, acho que já conversávamos assim quando ela estava na minha barriga. Mesmo que ela não compreendesse, sempre explicávamos qualquer situação – boa ou ruim – que estivéssemos enfrentando. Até quando ela ia tomar vacina avisávamos antes. O resultado é que, além de ela ter um vocabulário fantástico, confia demais em nós e se sente segura mesmo em momentos de tristeza.

Ontem fiquei sabendo que a golden do meu irmão, a Wendy, ficou muito doente e não ia resistir. A Lavínia é simplesmente apaixonada por essa cachorra. No caminho para casa, decidi que não ia dizer nada antes que a Wendy partisse, pois não queria que a Ná sofresse duas vezes. Porém, quando ela abriu a porta da sala e eu olhei nos olhos dela, não consegui disfarçar. Ela imediatamente me perguntou o que estava acontecendo. Me abaixei, segurei sua mão e expliquei que a Wendy estava muito doentinha. Nesse momento, o Carlos se aproximou e nós todos ficamos bem juntinhos, chorando baixo.

Lavínia quis saber por que a Wendy estava doente, quantos anos ela tinha. E qual era o nome da doença. Respondi que tinha sido a mesma doença da bisa e que ambas já estavam bem velhinhas. Ela perguntou se todos os velhinhos tinham câncer.

Chorou muito, um choro praticamente inconsolável. Disse que queria ver a Wendy. Expliquei que ela estava internada e não seria possível ir até Bragança para visitá-la. Pediu para ver fotos delas juntas. Mostramos. Prometi imprimir a que ela mais gosta – em que a Wendy está deitada e a Lavi está deitadinha sobre o dorso dela – para ela colocar no quarto e sempre se lembrar da Wendy. Carlos explicou que a vida é assim, que todos temos nosso tempo e depois morremos. Lavínia disse que tem certeza de que vai encontrar a Wendy de novo. Espero que sim.

Dois pratos de sopa de mandioquinha e seis borrifadas de floral em vez das quatro rotineiras, Lavínia dormiu. Isso nos surpreendeu, pois achamos que ela teria muita dificuldade de pegar no sono. Ao acordar, perguntou se a Wendy já estava no céu.

Às vezes, é muito duro dizer a verdade para nossos filhos. Seria tão bom poder inventar uma história, algo que não os deixasse tão tristes. Mas é nosso dever mostrar como a vida funciona, por mais difícil que ela seja. O importante é estarmos ao lado deles sempre.
...


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tcharaaaaaan

Sábado foi a festa de aniversário da Maria, irmã da Lucia.
Lulu escolheu seu vestido e fez uns 150 "tcharaaaans", se apresentando.
Ela estava radiativa de tanto orgulho...
(Ou será que era eu?)