sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Minha mãe que disse
O post de hoje é como convidado lá no Minha Mãe Que Disse, estrelando pérolas como "se você me fizer passar por isso de novo, eu mesma te mato".
Toda a sabedoria da minha mãe, filtrada pela minha absoluta falta de aprendizado.
vai lá!
http://minhamaequedisse.com/2012/03/minha-mae-que-disse/
Toda a sabedoria da minha mãe, filtrada pela minha absoluta falta de aprendizado.
vai lá!
http://minhamaequedisse.com/2012/03/minha-mae-que-disse/
segunda-feira, 19 de março de 2012
Atitude de Pai
Aí que eu fiquei todo doído da Lucia andar de totoca sozinha enquanto eu não estava olhando. Pensei com meus botões (nunca entendi se essa expressão é de alfaiates ou jardineiros): é como uma árvore que cai no meio da floresta onde não tem ninguém. Depois pensei de novo e fiz a coisa mais paterna possível: compensei, comprando um Velotrol lindão, pra ela aprender a andar nele comigo. :P
Na caixa estava escrito: idade acima de três anos. Obviamente que isso era pra usar e não pra montar. Posto que o bixo chegou assim:
Nesse momento o Tequila, que NÃO é o Cachaça, diz "você não vai conseguir montar isso nunca. chama o porteiro". Feriu meu orgulho nerd, challenge accepted, tenho certeza que consigo interpretar esses diagramas mais rápido que o porteiro, só não tenho a mesma habilidade manual ou... ferramentas.
PQP, porque não avisaram que ia precisar de ferramentas?
O primeiro passo é encaixar uma tampinha no eixo. Soa simples, mas é a tampinha que vai segurar as rodas no lugar. o manual diz que talvez precise de um martelo. Talvez.
Para encaixar a primeira tampinha, fiz como mostra a instrução, colocando a tampinha no chão e apoiando o eixo em cima, ao mesmo tempo que faz uma parada de mão e pole dancing. Vinte minutos de força bruta depois, estava feliz com o resultado. That's what she said.
Aí você monta as rodas no quadro, passa o eixo por dentro e põe a tampinha do outro lado. Só que agora você não tem onde segurar, a coisa toda fica caindo, por conta do peso do quadro, você meio que segura com um pé e tenta forçar a tampinha usando apenas as mãos, enquanto o Tequila ri como se não houvesse amanhã.
Nessa hora a falta de ferramentas começou a pesar. Para forçar a tampinha sem machucar a mão, tentei apoiar em uma moeda, o que já é um ato de equilíbrio. Usei o bloquinho do Mimo. Um livro, de lado. Um livro, martelando com a lombada. Um pilão de caipirinha. Um saca-rolhas. Uma panela. O Tequila só não riu porque já estava dormindo.
Poderia continuar com o suplício que foi encaixar a roda no garfo e todas as outras etapas, mas basta imaginar que nada é tão ruim que não possa piorar depois. Duas hroas depois, o Velotrol estava pronto, exceto que os parafusos estavam soltos, já que foram parafusados com a lâmina do saca-rolhas, e tinha uma peça sobrando e outra faltando. Mais meia hora entendi que a peça faltando não existia, e que a peça sobrando não era uma peça, era um ajudador de martelada que teria poupado minhas mãos de tantas bolhas. Also, that's what she said. Colei todos os adesivos, menos os da Barbie, que não é exatamente bemvinda em casa.
Chega o fim de semana, ponho o Velotrol no carro, a Lucia e vou pro meu pai, que tem ferramentas. termino de martelar e parafusar tudo e preparo uma surpresa:
Ela deu uma volta mas não deu muita bola.
No dia seguinte, várias voltas no quarteirão, deve ter pedalado mais de um Quilômetro.
Agradeceu o presente, me deu um beijo no nariz e dormiu que nem uma pedra.
Claro que é muito importante aprender a andar pra frente:
Enfim... quando a gente vê, já foi pra balada.
Na caixa estava escrito: idade acima de três anos. Obviamente que isso era pra usar e não pra montar. Posto que o bixo chegou assim:
| Querido fabricante FDP: já passou pela sua cabeça que o objetivo não é colocar satélites em órbita e sim dar uma volta no quarteirão? |
PQP, porque não avisaram que ia precisar de ferramentas?
O primeiro passo é encaixar uma tampinha no eixo. Soa simples, mas é a tampinha que vai segurar as rodas no lugar. o manual diz que talvez precise de um martelo. Talvez.
![]() |
| A ponta do eixo e a tal tampinha. |
Aí você monta as rodas no quadro, passa o eixo por dentro e põe a tampinha do outro lado. Só que agora você não tem onde segurar, a coisa toda fica caindo, por conta do peso do quadro, você meio que segura com um pé e tenta forçar a tampinha usando apenas as mãos, enquanto o Tequila ri como se não houvesse amanhã.
Nessa hora a falta de ferramentas começou a pesar. Para forçar a tampinha sem machucar a mão, tentei apoiar em uma moeda, o que já é um ato de equilíbrio. Usei o bloquinho do Mimo. Um livro, de lado. Um livro, martelando com a lombada. Um pilão de caipirinha. Um saca-rolhas. Uma panela. O Tequila só não riu porque já estava dormindo.
| Este método não funciona. Quem avisa amigo é. |
| Parece pronto mas é uma armadilha. |
![]() |
| É pra mim???? |
Claro que é muito importante aprender a andar pra frente:
Enfim... quando a gente vê, já foi pra balada.
![]() |
| Born to be Wild! |
segunda-feira, 12 de março de 2012
Sobre momentos perdidos
Enquanto o iG publica uma matéria sobre seis atitudes que as mães podem aprender com os pais, com a participação de um monte de gente legal (e eu, pasmem), me vejo às voltas com outro tipo de problema...
Eu tenho passado bastante tempo com a Lucia, e tem sido ótimo (e cansativo, confesso), mas, neste fim de semana, tive que trabalhar. Estaria tudo bem (dentro do que pode estar bem se você está trabalhando no fim de semana), se não fosse por uma mensagem da minha mãe, doce até, dizendo que a Lucia estava rindo de felicidade porque aprendeu a andar de totoca sozinha, aquele triciclo de criança com pedal na frente.
Me bateu um desespero horroroso, como se eu estivesse perdendo os melhores momentos dela, aqueles que são marcos na vida da criança, de estar na agência enquanto minha filha ficava exultante de felicidade com as suas novas conquistas. Como se eu só ralasse e outros estivessem aproveitando a parte divertida. Fiquei com ciúme, invejinha até. Fiquei em crise, trabalhar pra quê? Pra perder isso?
Só consegui buscá-la bem de noite e ela já estava dormindo, o que por si só já é duro. Coloquei a pequena no carro, e meio sonâmbula, falou que foi muito divertido na vovó dela. Eu disse que estava com saudades e ela respondeu, sem abrir os olhos, "eu também, papai".
Meus olhos encheram de ciscos. Súbito, apesar de todas as perdas, me pareceu uma troca justa: eu trabalho porque eu quero que ela tenha tudo que merece, e um pouco mais. Se eu tiver que morar debaixo da ponte, problema meu, mas ela? Não. E quando ela me disse que estava com saudades, estava me dizendo que eu estava ali sim, mesmo que não tivesse tido essa intenção e fosse só uma sonâmbula falante. Fiquei ali alguns minutos com a porta aberta, olhando essa menininha na cadeirinha do carro, que tinha acabado de conquistar mais uma independência. Lucia, que cabia no meu antebraço.
Tirei os ciscos e me dei conta de algo que já sabia, mas só racionalmente: tudo que eu faço, faço pra ela ter momentos como esse. E que ela, sem perceber, só de dizer que tinha saudades, me deu um imenso abraço com palavras.
Um que eu estava realmente precisando.
Eu tenho passado bastante tempo com a Lucia, e tem sido ótimo (e cansativo, confesso), mas, neste fim de semana, tive que trabalhar. Estaria tudo bem (dentro do que pode estar bem se você está trabalhando no fim de semana), se não fosse por uma mensagem da minha mãe, doce até, dizendo que a Lucia estava rindo de felicidade porque aprendeu a andar de totoca sozinha, aquele triciclo de criança com pedal na frente.
Me bateu um desespero horroroso, como se eu estivesse perdendo os melhores momentos dela, aqueles que são marcos na vida da criança, de estar na agência enquanto minha filha ficava exultante de felicidade com as suas novas conquistas. Como se eu só ralasse e outros estivessem aproveitando a parte divertida. Fiquei com ciúme, invejinha até. Fiquei em crise, trabalhar pra quê? Pra perder isso?
Só consegui buscá-la bem de noite e ela já estava dormindo, o que por si só já é duro. Coloquei a pequena no carro, e meio sonâmbula, falou que foi muito divertido na vovó dela. Eu disse que estava com saudades e ela respondeu, sem abrir os olhos, "eu também, papai".
Meus olhos encheram de ciscos. Súbito, apesar de todas as perdas, me pareceu uma troca justa: eu trabalho porque eu quero que ela tenha tudo que merece, e um pouco mais. Se eu tiver que morar debaixo da ponte, problema meu, mas ela? Não. E quando ela me disse que estava com saudades, estava me dizendo que eu estava ali sim, mesmo que não tivesse tido essa intenção e fosse só uma sonâmbula falante. Fiquei ali alguns minutos com a porta aberta, olhando essa menininha na cadeirinha do carro, que tinha acabado de conquistar mais uma independência. Lucia, que cabia no meu antebraço.
Tirei os ciscos e me dei conta de algo que já sabia, mas só racionalmente: tudo que eu faço, faço pra ela ter momentos como esse. E que ela, sem perceber, só de dizer que tinha saudades, me deu um imenso abraço com palavras.
Um que eu estava realmente precisando.
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