quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Notas de uma separação.

Dentre os vários posts que eu nunca gostaria de escrever, este é um deles. Lembro quando o Rafa Noris disse que acabou a família palmito, eu perguntei, acabou o blog, e ele disse, não, acabou a família, cara. E eu pensei, nossa, como deve ser difícil. Agora sou eu aqui.

Eu e a mãe da Lucia estamos separados há um tempinho. Não quero entrar em nenhum detalhe de separação, essas coisas são doloridas, envolvem pessoas e recordar é viver.

O que, já meses atrás, me deixou numa encruzilhada... Comecei esse blog baseado em uma franqueza quase suicida (chamo de sincericídio). O Diário de um grávido contou o começo dessa história, e Como nascem os pais, como ela evoluiu. Achei que não seria certo, ou adequado, falar sobre a separação em andamento. Ao mesmo tempo, não falar sobre isso limitou um pouco a gama de assuntos e me senti quase desonesto com vocês, leitores queridos. A gente faz o que pode...

Eu e a Ana nos amamos muito e infelizmente não deu certo. Quem sabe em outra vida, se é que as há. Ainda somos parceiros na criação dessa menina linda que a gente colocou no mundo.

A vida continua. Agora esse diário de um pai é também sobre a vida de pai solteiro. Com o tempo, vou contando um pouco dos medos, angústias e, espero, alegrias que envolvem essa nova fase e a transformação que acompanha.

Por ora, posso dizer que já fico muito feliz em ter vocês todos aqui.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lucia e as 500 milhas de grama.

Lucia ganha um abraço de um dos poucos rapazes que eu não enviaria para a legião estrangeira.

Lucia observa atentamente o rapaz, que talvez possa passar um tempinho nos desertos do norte da África sim.

Lucia, como sempre, iluminando meu coração com a força de mil sóis.

Conversível vermelho. Haja estilo. E nunca é cedo demais.

A frentista mais linda do país, Bella.

Ah, quer ver o video dessa historinha?
Passa lá na Cia das Mães, que o filminho tá ali -  exclusivamente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como quase bater o carro:

Dirigindo, ouvindo rádio, Lucia no banco de trás.
Toca um comercial de doação de órgãos e o cara fala "meu coração eu deixo para..."
A Lucia da um sobressalto e começa:
"Coração!! Eu tenho um coração. É de criança. Ele é rosa."
"Que bom filha!"
"E você também tem um. Fui eu que dei. Eu era rosa e coloquei um coração em você quando eu era pequena"
Quase engasgo de emoção. Ela continua:
"E você colocou um coração em mim"
Pronto, fui atacado por um enxame de ciscos no olho.
 Eles são muito numerosos nessa época do ano e um perigo no trânsito.