quarta-feira, 25 de maio de 2011

Concurso de ideias para a capa de "Como Nascem os Pais"

Ainda não fechamos uma ideia, e óbvio, está em cima da hora. O livro está praticamente pronto, e até o Luis Fernando Verissimo topou escrever uma frase sobre ele.

Temos alguns rascunhos: casca do ovo, cegonha, flores e abelhas, multi-braços, mas nada definido ainda.
Dado que meus leitores primam pela inteligência e bom gosto, vou fazer aqui um mini-concurso:

Como você imagina uma capa legal pro Livro "Como Nascem os Pais"?

Se sua ideia for escolhida você ganha uma garrafa de vinho, um exemplar de Diário de um Grávido e um exemplar de Como Nascem os Pais. Se morar em São Paulo, entrego pessoalmente.

Valendo até sexta!

PS: é um vinho dos BONS.
PS2: só precisa da ideia, não tem que mandar desenho nem nada,

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Fim do Berço, do Sono, e uma nova paixão - as palavras.

Um mundo novo, de novo. Comprei um sofá pro quarto da Lucia e desmontei o berço definitivamente. A gente já tinha a caminha no quarto dela e ela dormiu lá algumas vezes, mas preferiu voltar pro berço. Eu deixei porque eu sou um folgado.

Explico: Na hora de dormir, eu ponho ela no berço e ela reclama, esperneia mas em cinco minutos está dormindo. Na hora de acordar ela levanta, enrola um pouco, fica chamando, às vezes dorme de novo. Na cama é um sufoco pra convencer ela a não sair correndo na hora de dormir. E de manhã, tecnicamente de madrugada, ela levanta e pronto, levantou.

Fui com ela pra sala, dei um leite, peguei um cobertor porque estava um frio horroroso,  e tentei dormir ali no sofá. Nada. "Não domi papai. acoda. abi o olho".

Depois em algum momento ela comentou que queria o berço. Expliquei que ela era grande, uma criança já, e que só bebês dormem em berços. Que as crianças sabem falar, e que os bebês só falam nhé nhé. Ela morreu de rir. Aproveitei e disse pra ela que adoro a voz dela e como ela escolhe as palavras, e que sou apaixonado por palavras. "palavas?".

Perguntei pra ela se ela queria ouvir um poema. Ela disse que sim.

Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.

(Análise, do Fernando Pessoa)

Aí eu disse "Bonito né filha?"
E ela, com os olhos brilhando (gosto de supor que pelo encantamento com a sonoridade pessoana) disse meio rindo "Bonito, papai!"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lucia e Sol no Piano


Fica de olho


Ela começa tímida


vai chegando mais perto


depois manda ver


piano é cultura


a pequena Sol toca que é uma maravilha


ainda bem que ela tem um padrinho pra dar um mínimo de educação musical...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Receita para um little dois little três indiozinhos



Ingredientes:
- um cocar feito na escola
- um vestido feito de redes de pesca recicladas
- um colar de macarrão pintado de azul que tenda a se espatifar pela casa
- um pai babão
- uma Lucia