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segunda-feira, 30 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Concurso de ideias para a capa de "Como Nascem os Pais"
Ainda não fechamos uma ideia, e óbvio, está em cima da hora. O livro está praticamente pronto, e até o Luis Fernando Verissimo topou escrever uma frase sobre ele.
Temos alguns rascunhos: casca do ovo, cegonha, flores e abelhas, multi-braços, mas nada definido ainda.
Dado que meus leitores primam pela inteligência e bom gosto, vou fazer aqui um mini-concurso:
Como você imagina uma capa legal pro Livro "Como Nascem os Pais"?
Se sua ideia for escolhida você ganha uma garrafa de vinho, um exemplar de Diário de um Grávido e um exemplar de Como Nascem os Pais. Se morar em São Paulo, entrego pessoalmente.
Valendo até sexta!
PS: é um vinho dos BONS.
PS2: só precisa da ideia, não tem que mandar desenho nem nada,
Temos alguns rascunhos: casca do ovo, cegonha, flores e abelhas, multi-braços, mas nada definido ainda.
Dado que meus leitores primam pela inteligência e bom gosto, vou fazer aqui um mini-concurso:
Como você imagina uma capa legal pro Livro "Como Nascem os Pais"?
Se sua ideia for escolhida você ganha uma garrafa de vinho, um exemplar de Diário de um Grávido e um exemplar de Como Nascem os Pais. Se morar em São Paulo, entrego pessoalmente.
Valendo até sexta!
PS: é um vinho dos BONS.
PS2: só precisa da ideia, não tem que mandar desenho nem nada,
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O Fim do Berço, do Sono, e uma nova paixão - as palavras.
Um mundo novo, de novo. Comprei um sofá pro quarto da Lucia e desmontei o berço definitivamente. A gente já tinha a caminha no quarto dela e ela dormiu lá algumas vezes, mas preferiu voltar pro berço. Eu deixei porque eu sou um folgado.
Explico: Na hora de dormir, eu ponho ela no berço e ela reclama, esperneia mas em cinco minutos está dormindo. Na hora de acordar ela levanta, enrola um pouco, fica chamando, às vezes dorme de novo. Na cama é um sufoco pra convencer ela a não sair correndo na hora de dormir. E de manhã, tecnicamente de madrugada, ela levanta e pronto, levantou.
Fui com ela pra sala, dei um leite, peguei um cobertor porque estava um frio horroroso, e tentei dormir ali no sofá. Nada. "Não domi papai. acoda. abi o olho".
Depois em algum momento ela comentou que queria o berço. Expliquei que ela era grande, uma criança já, e que só bebês dormem em berços. Que as crianças sabem falar, e que os bebês só falam nhé nhé. Ela morreu de rir. Aproveitei e disse pra ela que adoro a voz dela e como ela escolhe as palavras, e que sou apaixonado por palavras. "palavas?".
Perguntei pra ela se ela queria ouvir um poema. Ela disse que sim.
Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
(Análise, do Fernando Pessoa)
Aí eu disse "Bonito né filha?"
E ela, com os olhos brilhando (gosto de supor que pelo encantamento com a sonoridade pessoana) disse meio rindo "Bonito, papai!"
Explico: Na hora de dormir, eu ponho ela no berço e ela reclama, esperneia mas em cinco minutos está dormindo. Na hora de acordar ela levanta, enrola um pouco, fica chamando, às vezes dorme de novo. Na cama é um sufoco pra convencer ela a não sair correndo na hora de dormir. E de manhã, tecnicamente de madrugada, ela levanta e pronto, levantou.
Fui com ela pra sala, dei um leite, peguei um cobertor porque estava um frio horroroso, e tentei dormir ali no sofá. Nada. "Não domi papai. acoda. abi o olho".
Depois em algum momento ela comentou que queria o berço. Expliquei que ela era grande, uma criança já, e que só bebês dormem em berços. Que as crianças sabem falar, e que os bebês só falam nhé nhé. Ela morreu de rir. Aproveitei e disse pra ela que adoro a voz dela e como ela escolhe as palavras, e que sou apaixonado por palavras. "palavas?".
Perguntei pra ela se ela queria ouvir um poema. Ela disse que sim.
Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
(Análise, do Fernando Pessoa)
Aí eu disse "Bonito né filha?"
E ela, com os olhos brilhando (gosto de supor que pelo encantamento com a sonoridade pessoana) disse meio rindo "Bonito, papai!"
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Lucia e Sol no Piano
Fica de olho
Ela começa tímida
vai chegando mais perto
depois manda ver
piano é cultura
a pequena Sol toca que é uma maravilha
ainda bem que ela tem um padrinho pra dar um mínimo de educação musical...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Receita para um little dois little três indiozinhos
Ingredientes:
- um cocar feito na escola
- um vestido feito de redes de pesca recicladas
- um colar de macarrão pintado de azul que tenda a se espatifar pela casa
- um pai babão
- uma Lucia
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