quinta-feira, 30 de setembro de 2010

eu comecei a escof porque cof COFgharghcofcofblarrghcof.

Hoje vou fugir mais cedo do trabalho, sei lá, grito "Fogo!" e quando todo mundo olhar no zig, eu fui no zag. Dizem que é contra lei gritar "Lobo!", digo, "Fogo!" em locais públicos, salvo quando haja realmente fogo. Ou lobo. Os legisladores adoram essas histórias. Acho que casas de palha e agulhas envenenadas tem um parágrafo ou dois na lei também.

Claro que, excepcionalmente, eu tenho um bom motivo pra sair mais cedo, que é sentar no sofá de um camarada que conheço só de vista e bater um papo sobre o livro. O nome dele é José Eugênio, sujeito  simpático que alguns conhecem como Jô.

Como tudo sempre tem um porém, peguei uma gripe absurda essa semana e hoje estou no ápice da curva da decadência, arremessando pedaços de pulmão pra todo lado. A essas alturas, se sobrar de mim um nariz vermelho cercado de olheiras pra abanar a cabeça, vai estar mais que bom...

Mas estou certo que o programa vai ser bem legal, e pode deixar que assim que a Globo disser que dia o programa vai pro ar eu não aviso.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sorteio do Diário de um Grávido pode gerar desastres na minha cozinha

A Patrícia e a Mônica, do blog Comer para Crescer, que são obviamente pessoas de bom gosto e bom senso, estão sorteando um exemplar do Diário de um Grávido.

Sendo um blog focado na alimentação dos pequenos, o sorteio tem esse porém: só serão aceitas inscrições com receitas.

Seria divertido ver receitas "que até um pai pode fazer", mas na verdade qualquer receita vale. Digo isso porque vou, eu mesmo, tentar preparar a receita sorteada. (qual é mesmo o telefone dos bombeiros?)

vai lá: Comer Para Crescer

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Metereologias

Como era de se imaginar, tivemos por aqui alguns dias tristes (como as ruas estreitas quando chove). De um lado ouvimos conselhos sobre como as coisas podem vir para o bem - talvez o bebê tivesse algum problema genético, ou que teremos mais tempo pra nos dedicar à nossa relação, aos trabalhos e coisas assim. De outro, eu às vezes olho pra Lucia e fico tristíssimo porque o bebê poderia ser, assim, como uma Lucia. Ou um meninão pra romper com esse reinado das mulheres.

No fim de semana tivemos que ir ao hospital, para encerrar este assunto do ponto de vista médico. Sem detalhes. Digo isso só pra pra contar que desci ao café pra comprar um doce pra Ana e aproveitei para espiar os bebês recém-nascidos. Me lembrei da Lucia lá, de mim olhando pra ela através do vidro e fiquei espantado em como são bonitinhos os bebês pequenininhos. E tinha um desses vindo pra mim. Ia dar um trabalhão, mas como são bonitinhos. E se mexem! Mas me deu um certo mal-estar olhar os pequenos, trovoadas de tristeza.

Tivemos alta e decidimos, eu e a Ana, passar ali pelo berçário antes de ir embora e fazer as pazes com os bebês toquinhos de gente. Talvez a gente tente de novo fazer um desses, outra hora. De forma planejada ainda, imagina? Ou talvez a gente decida encerrar por aqui e fechar a fabriquinha, curtir as meninas e ter mais tempo pra gente também.

De qualquer maneira a Lucia é uma linda, a Maria uma querida e a Ana é um sol que brilha. Sei disso mesmo quando ela está nublada.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Toca a música tema de "2001" e...

A máquina de café aqui da agência se recusou a me servir preciosa cafeína, insistindo que eu deveria ir ao banheiro antes que liberasse este popular produto influenciante. Que mau-humor isso me dá. "Não se meta com a minha abstinência! Vou no banheiro quando achar melhor!" Mas nada de café.

Máquina desgraçada, vou jogar ela no lixão só pra ver na telinha "Dave, você não pode fazer isso. Dave, tem um rato roendo minhas entranhas. Dave, ok, eu te dou café. Daveeee..."





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Família 2.0

Confirmamos no sábado o fim da gestação. Não vou me estender nesse assunto, ao menos por agora. Mas não poderia deixar de agradecer a todos pelos os comentários, emails e tweets. Fico verdadeiramente feliz que vocês façam parte dessa família estendida, e pela mesma razão, uma pena que tenham levado esse baque junto com a gente. Quem mandou ser da família, altos e baixos né... Mas, de coração, obrigado a todo mundo pelo carinho.

Em breve resumiremos nossa programação normal:

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Um soco na cara

Levantamos, deixamos a Lucia na escola e fomos contentes, eu e Ana, fazer o segundo ultrassom dela, mas meu primeiro nessa gravidez.

Cheguei todo animado, tirei foto do aquecedor de gel transdutor, o Gel Kent, pra perguntar de que parte do corpo do Clark será que isso saía. Tirei foto do painel de controle, cheio de botões, e eu adoro botões. Tirei foto do grande dildo ultrassônico, ao lado daqueles que vão na barriga, pra perguntar adivinha qual desses vai ser.

O Médico chega, começa o exame, acha o saco gestacional. Faz algumas perguntas, pede pra confirmar a data de concepção, pede pra ver o ultrassom de um mês atrás. Tira as medidas de tudo, colo do útero, ovários, mas nada de mostrar o bebê.

Fiquei lembrando da gravidez passada, que o médico demorou muitos minutos pra achar o coração do bebê, e pensei que já tinha visto isso antes. Mas não.

O Bebê sumiu. Escrevo isso e meus olhos enchem de lágrimas, de novo. O ultrassom acabou e nenhum bebê foi encontrado. Pequeno Alien do meu coração.

O médico diz que a princípio a gente poderia ter errado a data da concepção. Mas o ultrassom de um mês atrás mostrava mais do que este, o pequeno feto estava lá sim. Neste era pra ver tudo, e não tinha nada. O médico sugere fazer uma curva de Beta-HCG pra confirmar. Diz que às vezes um problema genético no feto pode inviabilizar a gravidez e o corpo mesmo resolve isso. Diz que isso acontece muito, uma em três ou quatro gestações.

Saímos do laboratório arrasados, um peso de milhões de toneladas. Na saída, nos damos conta de uma coincidência impressionante: Sabem aquele médico do Einstein, que, com a Ana quase parindo a Lucia, disse que ela não estava em trabalho de parto, talvez porque o hospital estivesse lotado, e a gente correu pro São Luiz e a Lucia nasceu em seguida? Pois era esse o médico do ultrassom. Claro que a culpa não é dele, mas que coincidência nefasta.

Mais tarde conversamos com a médica da Ana, que pede pra agirmos normalmente, como se ela estivesse grávida, tomar ácido fólico e afins, até que a gente confirme mesmo a situação. Sábado tem a curva do Beta, e mais cinco ou sete dias depois disso, outro ultrassom.

Entrei em choque: como posso viver dez dias sem saber se estamos mesmo grávidos ou não? E para provavelmente tudo se confirmar, e tendo renovado esperanças, cair de cara no chão de novo? A médica está sendo responsável, do ponto de vista médico, mas a gente estava lá no exame, e onde deveria ter um lagartinho, não tinha nada. A única chance é o médico ter cometido um erro impossivelmente crasso no ultrassom.

Fomos para nossos trabalhos. Fazer o que, ficar em casa? Passei o dia com vontade de colocar a Ana no colo e apertar. E com vontade de buscar a Lucia na escola, dar um abraço nela e não largar mais.

O Bebê estava lá, e sumiu.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quando eu chego em casa agora é assim:


Lucia está em uma fase adorável, e uma recepção dessas depois de um longo dia de trabalho é um bálsamo para a alma. Eu já me derretia quando ela falava comigo em bebeês, mas ouvi-la na última flor do Lácio, ou imitando os animais, é música.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um típico dia no parquinho com papai

Aliens, Diabos e Pesares Obscuros

Descobri, via @sulfurica, o Dicionário de Pesares Obscuros.

Achei sofisticado e pertinente.
Já estava gostando quando cheguei a um termo que merece até uma publicação aqui no Diário:

Avocado do Diabo
"a fugaz mas recorrente consciência que não importa o quão fudido você seja em pingue pongue, o corpo da garota ao lado serve como uma casa-oficina para um pequeno alien que pode se construir sozinho a partir de peças de reposição encomendadas pelo upload de desejos ao cérebro da sua anfitriã, entregues pela torneirinha da corrente sanguínea - e tudo isso debaixo dágua, de ponta cabeça e no escuro."

E em se falando de diabos e dicionários, vale mencionar o Dicionário do Diabo, publicado no começo do século (passado) e dois anos antes do misterioso sumiço de seu autor, Ambrose Bierce, com pérolas do tipo "Egoísta: uma pessoa de mau-gosto, mais interessada nela mesma que em mim".

E amanhã tem ultrassom do Pequeno Alien! è bom avisar antes, pra ele ter tempo de pentear as guelras...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que, depois piora?

Em casa andamos todos com muito sono, um pouco mais irritáveis que a média (a Ana fica irritada com bagunça, eu com barulho) e se alguém ousa falar alguma coisa é recebido com um olhar que quer dizer "se você acha que dorme pouco/tem muita bagunça/tem muito barulho, espera mais sete meses pra ver." Um olhar pouco bem-vindo, diga-se.

E se eu arrumar um emprego em que possa dormir bastante? Crash-test-dummy, ou cobaia de medicamentos sedativos.

Mas quem acha que isso é moleza, engana-se. Cobaias tem que lidar com efeitos colaterais como crescimento excessivo dos cílios do terceiro olho do rato que se alimenta dos insetos imaginários que te assolam. E pra crash-test-dummy tem até vestibular, precisa ser formado em impactologia aplicada... (ou plástico).

Aqui os dummies em plena prova da SiFu-Vest: tem que rachar a cabeça se quiser passar...
Ainda assim, dormir no emprego parece um sonho...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Queen of the Bongo Bong

O Padrinho da Lucia é um sujeito que consegue tocar gaita, violão e bater o pé ao mesmo tempo. Ele tem um piano em casa e gosta de fazer um som. Ele não é exatamente querido pelos vizinhos.

Já falei antes aqui, apareceu em casa com instrumento musical de presente, vai pra lista negra. Mau amigo, mau!

Aí a Lucia acha um bongô na casa do padrinho e diverte-se a valer. Empolgado, ele decide que vai dar um presente musical para a Lucia. Aviso sobre a lista negra e não é que o cara fica indignado? "Porra brother, como assim? Seus filhos não podem aprender nenhum instrumento? Ou você vai querer que eles desafinem até na hora de tocar campainha, igual ao pai?"

"Claro que eles podem aprender instrumentos. Aqui na sua casa!!"

Eu já passei por essa experiência antes, quando meu irmão mais novo resolveu aprender guitarra, na adolescência. Ouvir alguém aprendendo, tocando a mesma "música" até acertar, é torturante. Na época eu gostava de Iron Maiden e Dire Straits. Depois de um ano ouvindo ele praticar, o menor acorde já me dava ataque epilético.

Mas que a Lucia gostou do bongô, ah ela gostou.