sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Irmãs e o novo bebê

Maria chega em casa da escola e a Ana vai falar com ela:
- Filha, quais as coisas mais importantes que já aconteceram na sua vida?
- Hmmm... Eu nasci?
- Mais alguma coisa, pergunta a mãe, meio que olhando para a Lucia.
- Acho que só isso mesmo.

Ela puxa a Maria pra perto, põe a mão da filha na barriga e diz:
-Então, temos uma novidade pra te contar...
Maria arregala os olhões:
- AHHHHHHHHH! MAIS UM!!!

Momentos de silêncio e suspense - como será que ela receberia essa notícia?
Aí ela diz:
- Oi bebê! Eu sou sua irmã!

Pronto, olho molhado pra todo mundo. Menos eu, que coincidentemente fui atingido por um cisco.

Depois ela quer saber mais detalhes sobre como o bebê foi parar lá (se fosse um bebê alemão, seria assim), e começa a fazer planos de decoração para dividir o quarto com a Lu (quer beliches com escrivaninhas embaixo que possam ser trancadas a chave).

E ainda por cima ficou preocupada com a irmã, dizendo que se ela, que tem nove anos, ficou com um pouco de ciúme da chegada da Lucia, como a Lucia vai encarar a chegada de um novo bebê, já que não tem idade pra entender direito o que está acontecendo?

E o pior é que ela já entendeu direitinho. Tanto que na hora de dormir já faz tempo que ela tomava mamadeira sentada na minha perna, e agora ela quer por que quer ficar deitada que nem um bebê de colo, como quem reivindica "O bebê da casa sou eu, eu!!"

Bom, querida, você em breve será uma ex-caçula. Melhor ir se acostumando...


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

-DEU POSITIVO. Como assim? Olha aqui, dois risquinhos, positivo. Ah é uma técnica pra farmácia vender mais fral... Céus, que deja vu!

ELA.
ESTÁ.
GRÁVIDA.
DE NOVO.

No que parece ser o mais irônico deja vu jamais cultivado nos jardins do destino, a Ana ficou grávida outra vez. Começo a desconfiar que sexo tenha algum papel nisso. Pensariam vocês que eu aprendi alguma coisa, mas essa gravidez é estilo Diário de um Grávido, de surpresa, sem planejamento, em um momento delicado. Adivinha o que fiz quando recebi a notícia? Surtei ainda mais que da primeira vez, coitada da Ana.

Meu deus, e agora? Até sonhei que a Lucia enchia o bebê de tabefes, ciumenta como ela é. Eu sou filho do meio então sei como é isso... Fora que se na primeira gravidez a gente tem medo do desconhecido, na segunda a gente sabe bem o que temer, por exemplo, a falência financeira, nunca mais dormir direito e os sonhos e pesadelos de sempre. Porque de resto é só alegria. Pânico e alegria.

Agora com licença que vou ali chorar um pouco.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Na época que o bebê pagou o whisky do pai

O universo dispõe uma quantidade inenarrável de dados, e só podemos fazer sentido dessa imensidão informacional procurando padrões. O ser humano é tão bom nisso que onde ele procurar padrões, ele acha. Não quer dizer que haja um significado maior por trás deles, apenas que somos bons em achá-los. Eu, por exemplo, posso ficar horas achando pares de olhos, tigres e ursos panda no granito do banheiro. Sóbrio também, ok?

Mas algumas coincidências são dignas de nota. Quando a Lucia estava na barriga e a gente não sabia como ia pagar as despesas todas, ela resolveu pagar o próprio parto, estrelando, junto com sua mãe, uma campanha da Natura, "A descoberta do vínculo". Um ano depois, mais uma, a de Shantala (que pagou a minha campanha "a descoberta do whisky").

Por coincidência, faz um mês que comecei a trabalhar na agência que atende a conta da Natura. E na mesma semana que fui reconhecido "ei, o redator novo não é o pai daquelas fotos da campanha?", me ligaram pra fazer uma entrevista pro site de Amó, também da Natura, mas sem nenhuma conexão proposital entre essas coisas todas. Que semana Natura!

Como uma homenagem a isso tudo, aqui vão algumas fotos excepcionais, pelas quais eu pagaria fortunas, mas ao invés, fomos pagos pra fazê-las. Assim agradeço ao exímio fotógrafo Arnaldo Papallardo, à Natura e à Peralta/StrawberryFrog, pela oportunidade de registrar momentos tão lindos da nossa pequena.


Lucia fazendo uma cara típica de seu pai, o que me mostra como certas coisas que a gente acha nossas são pura genética...



Mamãe - "Eu como seu pé!"
Lucia -"HAHAHA NÃO, pelo amor de deus não!"



E assim encerramos mais um episódio de "encharcando a mamãe".



Ana sorrindo pra mim (ou assim gosto de crer).
Lucia - "xiiii, isso ainda vai dar em irmãos"



Papai- "uuuunf!"
Lucia - "Já vejo irmãos no horizonte... Serão comestíveis?"

Quando papai vai às compras...

...Ele entra na loja pra comprar uma camiseta infantil dos Ramones, enquanto procura vê nos cabides uma camiseta muito legal do Justiceiro, que leva ao caixa mas fica pensando se não é masculina e quiçá sanguinária demais. Devolve pro cabide, continua olhando as camisetas e acha uma com corações e lacinhos.



Depois, quando veste, fica olhando que nem bobo, cheio de orgulho da pequena. Papai gosta de caveiras e de Lucias. Pra compensar, cantei um pouco de Ramones pra ela: "A beat on the brat, beat on the brat, beat on the brat with a baseball bat oh yeah" (não dá pra cantar "she talks to rainbows" o tempo todo, né)

Ps: adivinha em qual sofá foi parar todo o líquido desse potinho de bolinhas de sabão?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Uma fase efêmera como bolhinhas de sabão

Ontem a Ana me liga pra contar que a Lucia sabe fazer bolhas de sabão. Espantado, eu pergunto "é? ela sopra direitinho?"
A resposta foi um assombro: "sopra? ela põe a haste no copinho, mexe bem, tira do copinho, sopra até perder o fôlego, parece você enchendo balão, e faz um montão de bolhas! ela é boa nisso!"
Nossa, saber fazer bolhas assim é muito gente grande. Bem que eu reparei que quando eu ponho ela no colo, pra tomar leite e dormir, ela parece já uma menina enorme, mesmo.

Também explica porque, quando ela apontou pro vidrinho de bolha de sabão na semana passada e eu não dei pra ela, e ao invés tenha soprado eu mesmo as bolhas, achando que ela ia tomar banho de sabão (ou suco) se eu desse o potinho, ela tenha feito uma cara que, juro, só pode ser descrita como "me dá essa merda de potinho, caceta, que eu sei fazer essa porra de bolha, pai tapado dos infernos". Se ela faz essa cara hoje, imagina quando começar pedir pra ir na balada, aos 30, espero.


Talvez por isso eu tenha ficado com muita vontade de ter um desse aí de cima, que só velhos conseguem. Aí quando ela quiser uma bolha tão grande que possa viajar dentro, ela vai ter que pedir pra mim... Corta pra vida real, Lucia diz, "que mané bolha de sabão gigante pai, passa logo a chave do carro aí"

--Acréscimo 1:
bolhas gigantes em câmera lenta


--Acréscimo 2:
Faça você mesmo suas bolhas gigantes
(via Cinthia Tavares)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

pai de longe mais uma vez

E assim, depois de mais um período cheio de Lucia, estou em um novo trabalho, muito legal e tals, mas chego em casa quase sempre depois da pequena dormir.

Ontem eu entrei, não tinha ninguém na sala, fui andando silenciosamente e achei a Ana pondo a Lucia pra dormir, com ela no colo terminando a mamadeira. Entrei na ponta dos pés e dei um beijo em cada uma.

Quando eu viro pra sair, a filhota - que parecia dormir - segurou na minha mão e disse "Papai!". E não soltou até a hora de deitar no berço. Ela me ama! Fiquei com água nos olhos, sério, até porque ela andou meio rebelde comigo essa semana.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A mamadeira explosiva

Lucia chegou em casa e pediu suco, o que ela faz do jeito mais fofo do mundo, pedindo "Cusho". Servimos uma mamadeira de suco de laranja. Ela bebe um pouquinho e arremessa a mamadeira. Leva uma belíssima bronca, pra cortar logo esse mau hábito de arremessar comida no chão, e tiramos a mamadeira.

Aí ela chora e fica apontando pra pia e dizendo cusho, cusho! A gente devolve, explicando que não é pra jogar. Ela toma mais um pouco e joga novamente no chão. O suco fica ali parado um tempo e depois, de forma estranha, umas gotas explodem sozinhas pra fora do bico. Uai, parece que o suco peidou?

Pego o suco e viro a mamadeira - não cai nada. Claro que ela ia reclamar, está entupida e ela não consegue beber. Entendi. Olho pros lados, pra ver se não tem ninguém olhando, e tento desentupir a mamadeira com a boca. Ao mesmo tempo, penso que é bizarro a mamadeira estar com pressão positiva, em vez de negativa.

Desentupo a mamadeira com a boca e nessa hora o horror: parece que o suco estava podre. Horrível, fermentado, parecia feito com água com gás. Só o cheiro dele me fez mal. Ainda dei uma experimentada, pra ter certeza que era o suco e não o bico mal-lavado da mamadeira, contrariando o conselho do pediatra, que diz que alguém precisa não estar passando mal pra dirigir pro hospital.

Passando mal eu fiquei, mas de culpa: bebelita ganhou suco podre, reclamou e ainda levou bronca?

Maus pais, maus! Pra caixinha!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque nós somos carnívoros...

Papai Shrek chega em casa verde de fome, pega um bife frio da panela e come com a mão. Bebê Shrekinha, aprendedora de exemplos, logo diz "qué!!". Papai quer ser o único ogro da casa e recusa-lhe, mas a mãe indica que é tarde demais.

Sobre as pintinhas juninas fora de época, não tenho idéia, só sei que esse dedo sujo não encosta em gadget do papai de jeito nenhum. O peixonauta está lá, malfeito como sempre, e Lacan ganha seu pedaço depois que ela resolve esfregar o bife no chão.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

chave de pescoço no bebê

Lucia acordou de madrugada mas não voltou a dormir como geralmente acontece. Quando não aguentávamos mais ouvir ela chorar, colocamos plugues de ouvido, digo, fomos ver o que era. Parecia tudo bem. A mamadeira da noite tinha sido parcamente consumida, então pensei, depois de garantir que não era frio nem fralda, que seria fome. Nada da pequena dormir. Colocada no colo, dormia imediatamente, mas no berço, berros e mais berros.
A mãe da pequena, que dormia no sofá (ela gosta, não tinha aprontado nem nada) decidiu que não aguentava mais e pediu pra revezar. Ficaram lá bons quarenta minutos, mas quando saiu do quarto, tudo de novo.

Minha vez. Entrei, fechei o quarto, Lucia correu pra porta e berrava, mamãe, mamãe. Peguei ela à força, o que é mais difícil agora, porque quando ela não quer ser pega amolece os ombros e escorre da mão, bicho esperto esse. Deitei na caminha e fiquei segurando ela lá comigo um, dois, três minutos. Dormiu, mas acordava o tempo todo pra ver se tinha alguém.

Acabei ficando e o resto da madrugada foi até gostoso, ela rolava por cima de mim como um gato, e quando acordava e via que eu estava lá, dava um sorriso. Até melhorou minha ressaca, que fui dormir bêbado como um gambá de Mad Men. Nem liguei pro fato que não caibo na caminha e tive que dormir em posições esdrúxulas.

O risco é a pequena acostumar com isso. Ou eu.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E no canto direito do ringue...

Lucia aprendeu a diferenciar os gatos. Lacan virou Can, ou Khan, como em "a ira de". É ele que foge da pequena Felicia no video, que está com algo na boca, sei lá, um nugget? biscoito de cachorro? E Mao Tse virou Zé. É ele que praticamente mora no receptor da Net, e faz uma cara que ainda vai dar uma patada nessa criança se ela continuar vindo cheia de dedos pra cima dele.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dia dos Pais

Sorteio só para pais!

Em homenagem ao dia dos pais, a Laely está sorteando um exemplar do "Diário de um Grávido", e só os pais podem concorrer. E nem precisa ter sido pai ainda, basta pertencer ao desprestigiado gênero masculino.

Se as mulheres de bom-senso quiserem inscrever seus maridos no sorteio, não vejo porque não... fica lá no post dos pais paridos: http://saladala.blogspot.com/2010/08/pais-paridos.html

Esta semana vai ser uma loucura, mas quero contar ainda como foi o Programa Sem Censura da Tv Brasil, na quinta, no qual eu poderia ter falado mais mas tinha muito pra ouvir dos colegas convidados, o Programa Mulheres da Tv Gazeta, na Sexta, que foi divertidíssimo e tals, o Dois em Um, na Transamérica...

E hoje de tarde tem o Mulheres em Foco, na Record, com direito a videozinhos da Lucia.
Em tempo, meu maior presente foi ver essa turma assim juntinha:


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

mamaaaaaaaaaaaeeeeeeee



Pequena Lucia cuidando da boneca que sofre de severa flatulência. No meio da noite a boneca começa a fazer barulhos horríveis, PRLLLLLL, dá até medo. Vou chamá-la de Chucky.
Participação especial: voz da mamãe, Lacan e croc.
No começo do vídeo a imagem congela um pouco, infelizmente é um defeito e não uma recém-adquirida habilidade de brincar de estátua, que convenhamos, seria útil em alguns momentos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Na ogrolândia

Um dos problemas que os pais selvagens encontram na educação dos filhos é que eles não estão nem aí pro "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Aliás é basicamente o contrário, e querendo ou não, a gente ensina pelo exemplo. Assim, na hora de colocar o boneco da Uniqua no berço, não adianta arremessar de longe e falar "cesta!" sob o olhar estupefato da pequena e depois esperar que a criança seja cuidadosa com as suas coisas.


Como não poderia deixar de ser, somos todos imperfeitos, uns mais reles, vis, e indesculpavelmente sujos que outros, então nem sempre temos em nós as características que gostaríamos de transmitir à prole, o que supostamente nos obriga a sermos pessoas melhores.

Mas quem esse bebê pensa que é pra sair me melhorando por aí? Nada disso, sou um selvagem e com orgulho, indomesticável, um ogro, de apavorar aldeões na base do urro, de mau-humor irrefreável, de socar o bolo em pleno aniversário... Não, espera, esse é o enredo de Shrek 4.

Acho que acabei melhor sim.
Só preciso parar de mentir.