quarta-feira, 31 de março de 2010
O melhor convite de chá de bebê.
É o que nunca te fazem. Sério, esse que o Paulo Stocker fez pra filha dele é um bom concorrente. Fiz mais variações dessa piada do chá de bebê que os presentes no evento teriam achado, digamos, singelo, e de fato no convite ela fica melhor e ainda vai pra todo mundo de uma vez. Pro chá da Lucia, se soubéssemos de antemão, teríamos feito um café expresso de bebê, mais adequado ao estilo dela. Se alguém tiver um convite mais legal, põe na roda.
terça-feira, 30 de março de 2010
Serenata para uma pequena dama
Além de ser cantada por outras crianças no Bar Brahma, Lucia tem mordido alguns coleguinhas, literalmente, de forma que andou frequentando a sala da diretoria, parece alguém. Se às vezes ela entende tudo que a gente fala, quando explicamos que não pode morder deve soar como a professora do Charlie Brown, quón-quón-quón. No dia que não tinha ninguém pra morder ela mordeu o próprio braço, acho que é dos três novos dentes nascendo, mas em vinte anos isso passa. Também resolveu roer o dedão do pé, arrancar as folhas da planta, aprimorou-se na arte de fuçar gavetas, agora movendo objetos de uma gaveta pra outra como um verdadeiro duende escondedor. Sumiu com o smart card da Tv a cabo e não há dúvidas que ela tenha um lápis escondido em algum lugar secreto porque cada dia tem mais paredes artisticamente pintadas.
De todo modo, estou certo que minha geração e arredores não consegue ouvir essa música sem pensar em "dá-me um cornettooooooo"...
segunda-feira, 29 de março de 2010
Arte Gugu-Dadaísta à venda na Sothebys por alguns Zilhões de Dólares (do Zimbábue)
Vamos começar o leilão com esta bela obra, de autoria de Lucia e seu pai. O olho atento pode notar que um dos artistas não tem a menor noção de traço, perspectiva ou a coordenção motora necessária para fazer uma linha reta nem se sua vida dependesse disso. E o outro é apenas um bebê de um ano e meio.
Vemos também que enquanto um dos artistas é limitado em diversos aspectos, inclusive pelas fronteiras do quadro branco, a outra tem a capacidade de romper com as barreiras da sociedade, sua estética opressora e sua arbitrariedade, estendendo sua expressão artística para muito além das convenções artificialmente impostas por paredes, portas e progenitores furiosos.



Vemos também que enquanto um dos artistas é limitado em diversos aspectos, inclusive pelas fronteiras do quadro branco, a outra tem a capacidade de romper com as barreiras da sociedade, sua estética opressora e sua arbitrariedade, estendendo sua expressão artística para muito além das convenções artificialmente impostas por paredes, portas e progenitores furiosos.



sexta-feira, 26 de março de 2010
O mistério do interior dos coelhos
Gosto de pensar que na verdade ela quer descobrir como transformar o coelhinho em Mothra. MOTHRA. MOTHRAAAAAAAAAA.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Zoopraxiscópio: A Primeira visita ao dentista (em Tecnhicolor)
Não quero ficar falando do Barney, mas alguém pode me dizer porque a voz dele parece a do Barney Wruble, dos Flinstones? E ele é roxo como o Dino? Céus! É como se eles tivessem tido um filho cuja babá era o kasper hauser e que depois de sofrer uma lobotomia acordou na TV.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A primeira visita ao dentista (ou "nossa, que dentes grandes você tem, seu dinossauro %#@")
Espelho espelho meu:

Sexta foi dia de dentista. Eu fui pela manhã fazer uma limpeza e em um dado momento a periodontista me pergunta se está doendo muito, que a julgar pelas minhas caretas deve estar doendo horrivelmente. Digo que as caretas servem pra aliviar a tensão e o nervosismo e que é pra ela ir em frente. Um erro, claro, já que depois, quando dói mesmo, ela não sabe diferenciar uma careta da outra. No fim, um conselho: quando você trouxer sua filha aqui, não deixe jamais que ela assista a uma consulta sua, ok?


Sexta foi dia de dentista. Eu fui pela manhã fazer uma limpeza e em um dado momento a periodontista me pergunta se está doendo muito, que a julgar pelas minhas caretas deve estar doendo horrivelmente. Digo que as caretas servem pra aliviar a tensão e o nervosismo e que é pra ela ir em frente. Um erro, claro, já que depois, quando dói mesmo, ela não sabe diferenciar uma careta da outra. No fim, um conselho: quando você trouxer sua filha aqui, não deixe jamais que ela assista a uma consulta sua, ok?
E a consulta da Lucia foi exatamente o contrário do que seria assistir à minha consulta, tudo feito de modo a evitar traumas e acostumar a pequena com a vida odontológica.
Primeiro tivemos uma apresentação de todos os aparelhos, sempre com uma demonstração na mão do papai primeiro, depois na mão da Lucia, depois na boca. Foi assim com o jato de ar, com o jato de água - esse aliás ela gostou tanto que passou metade da consulta pedindo pra beber água pelo jatinho. A Doutora mostrou a luva de látex, essa sim causou estranheza e a Lucia não queria tocar naquela mão emborrachada de jeito nenhum. Com o sugador foi ainda mais legal, ela encheu um copinho com água e ensinou a pequena a usar o tubinho, que aliás era laranja, ela se divertiu. O espelhinho foi testado primeiro no Barney (mas esse maldito me persegue!!), Lucia olhou tanto os dentes do Barney que pode até ser dentista de dinossauros estúpidos quando crescer. Não sei se isso dá dinheiro.
Meu primeiro dentista, um dr. Oscar, foi o sujeito que pintou de preto todos os dentes de leite do meu irmão, usando nitrato de prata, sem consultar os pais antes, dizendo que serviria pra sei lá o quê. O coitado do meu irmão, por conseguinte, foi durante anos o menino do dente preto. ô dó. Ele também dava chocolates no fim da consulta. De fato um homem do ramo, garantindo sua clientela. Meu segundo dentista é o mesmo até hoje, o ilustre dr. José Roberto. E a bebedontista da Lucia, ou tecnicamente odontopediatra, é a filha dele, a dra. Fabíola, que sem dúvidas está na profissão certa.
Os dentes da Lulu estão ótimos, sem cáries ou problemas de formação e ela respira pelo nariz, que segundo a doutora evita toda uma sorte de problemas bucais. Também estão nascendo os primeiro-molares inferiores, os dentes mais difíceis e incômodos de nascer, o que talvez explique a Lucia correndo pela casa no maior mau-humor, chutando o gato, botando fogo nas cortinas e gritando com a TV. Tudo mentira, o gato foge a tempo, os fósforos estão muito molhados de saliva pra acender e a TV se escondeu atrás da cortina.

Essa é a maneira correta de escovar os dentes dos bebês: enfiar a pasta sem flúor dentro da escova - e não em cima, cabeça apoiada (não tem pra onde fugir), afasta os lábios, dez segundos em cada quadrante, e muita paciência. Atenção: isso não é um mata-leão na criança.
Lucia examina com o espelhinho os dentes do Blargh-ney. A assistente estralando os dedos ali no fundo me lembra de "non vai doer nada, né?". E não doeu mesmo. A Lucia deixou a doutora usar até a broca-escova, com barulhinho e tudo. Fiquei impressionado.
(no próximo post, os vídeos)
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
O sono dos justos

Além das crianças acho que só o Roberto Justus consegue dormir assim.
Pensando bem, pelo que tenho ouvido por aí de mães insones e com olheiras que mal conseguem dizer coisas com nexo no twitter, eu tiraria as crianças da lista.
Aliás nesse dia a Lucia acordou às cinco da manhã e dormiu de novo bem depois, para o desespero de seu pobre pai. Mas aposto que o Justus dorme direitinho, ele deve ter umas oito babás e tapa-ouvido importado.
Em tempo, pelo tamanho dessa pessoinha só posso crer que é alimentada na escola com milkshake de fermento com adubo...
Em tempo, pelo tamanho dessa pessoinha só posso crer que é alimentada na escola com milkshake de fermento com adubo...
quarta-feira, 17 de março de 2010
Furos, piercings e tatuagens em bebês
Em uma decisão razoavelmente polêmica, não furamos as orelhas da Lucia.
Em uma decisão curiosamente menos polêmica, não tatuamos ela também.
(Ao contrário deste otário que tatuou uma bebezinha - que nem era dele - e certamente não terá amigos na cadeia)
Coincidência ou não, o Basic Instructions dessa semana usou esse tema pra versar sobre, olha só, sarcasmo:

terça-feira, 16 de março de 2010
Tendo se alimentado de papinha radiativa, ela treina o suficiente para depois sair correndo e destruir Tóquio
E assim vemos a vantagem de se esforçar na educação dos pequenos para subir e descer escadas com cuidado: na hora de destruir Tóquio ou Nova Iorque é pouco provável que ela tropece em algum arranha-céu.
segunda-feira, 15 de março de 2010
A origem tecnológica do tufão em São Paulo
Após assistir ao documentário "A vida secreta do caos", ao filme "Jogos de guerra" e tendo acesso à internet, a pequena Lucia pergunta-se se consegue hackear o clima. A resposta foi o tufão que destruiu janelas em toda a cidade ontem de tarde. Imagens de um cinegrafista pra lá de amador mostram com exclusividade o que aconteceu segundos antes da tempestade começar. Suspeita-se que mesmo a passagem do berçário para o G1 pode ter sido fraudada dessa forma, e uma equipe de investigadores analisa uma quantidade suspeita de garatujas nos registros escolares.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Lágrimas e Tchau papai
Enquanto Lucia deixa de ser um bebê grande e vira uma menina pequena, o pobre do pai dela fica assistindo estupefato como um animal cruzando a estrada fica paralisado pelos faróis do carro que se aproxima em alta velocidade. A carteira de motorista do Tempo deveria ser cassada, atropelador maldito inconsequente. Ela já sabe falar "não" mas ainda não aprendeu a falar "sim", então basicamente responde não pra tudo, mas quando não é não ela balança a cabeça junto, eu acho.
Esses dois vídeos abaixo são de partir o coração. Em um ela sai passeando pelo condomínio, brinca na grama, anda por aí, leva um tombo e chora. Tirando acidentes que realmente machucam, a gente não dá muita moleza, caiu levanta. É uma lição dura de ensinar já que a vontade é pegar no colo e encher de beijos, mas a vida é dura como o chão, e caiu levanta. Ela chora, chora mais um pouco, para de chorar, olha em volta, dá mais uma choradinha por via das dúvidas, enfim levanta e vai. E de forma condizente com a realidade assim que ela levanta e faz a curva bate a cabeça na coluna, que é inclinada ao contrário. Aí eu não resisti, pus ela no colo e abracei com força.
No outro não acontece nada drástico, ela só sai andando e me dá tchau, anda mais e dá tchau e vai mexer nas flores e nas plantas. E meu deus, que aperto no peito. Eu já tinha aprendido a ser pai de bebê, aquele bichinho que sai do útero-mãe e fica no útero-casa. O mundo não é um útero, o mundo é definitivamente um lá fora e um dia os tchauzinhos virarão tchauzões; eu jamais estarei pronto pra isso mas de qualquer maneira já estou treinando minha cara de pai tranquilo e seguro que diz "vai filha, que o mundo é seu".
terça-feira, 9 de março de 2010
Confissões: All Systems are A-OK
De tanto ver acabei pegando gosto pelos Backyardigans. A Lucia larga o episódio e vai fazer outra coisa e eu fico lá terminando de assistir. Uma vergonha, eu sei, mas fazer o quê? E não é que isso nunca tenha acontecido antes, vide "super-fofos".
Pra variar um pouco a programação baixei um episódio duplo de backyardigans, em inglês mesmo, o "Robot Rampage". A Lucia levanta as mãos como uma dançarina de flamenco, roda, dança e se diverte com as músicas, como essa aí embaixo, Act Like a Robot. Mas o que me enche de orgulho é quando o Pablo aparece detrás da moita, na pele do vilão Professor Bug, e ela aponta pra ele e sorri imitando sua risada vilanesca "har har har". Sinal de bom-senso, já que os vilões são personagens muito mais interessantes. Eu sempre gostei do Tom e do Coiote e nunca consegui simpatizar com o Jerry e o Papa-Léguas. Bip-Bip é a sua mãe, pássaro nojento.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Where the wild things are...
Depois o colchão vira um barco e a pobrecita vai descobrir "Onde vivem os gatos".
Pela carinha dela no final, acho que aprendeu a não puxar o cabelo da irmã.
Por outro lado (tudo sempre tem um "por outro lado", afe), ontem eu estava deitado no sofá olhando a pequena e ela correu na minha direção, não brecou e me deu a cabeçada no nariz mais dolorida que já levei, ever. De ver estrelas, sair lágrimas e entupir o nariz na hora. Achei que ia sair até sangue, sem exagero. No começo ela apalpou a própria testa, capaz de ter doído nela afinal, depois ficou rindo dos meus gemidos, deve ter achado que estava mesmo na ilha dos monstros, então parece que percebeu algo estranho porque ficou dizendo "papai?"
quinta-feira, 4 de março de 2010
Inverno Vermelho (ou uma semana em Hades)
Todo mês as mulheres passam uma semana em hades. Enquanto isso acontece, é inverno na superfície.
Durante essa semana, a seguinte cena se torna plausível:
Ela está comendo torrada com requeijão.
Estendo a minha torrada e pergunto:
- Quer experimentar com cream cheese?
-Não, obrigado.
No meio do caminho de volta decido morder a torrada.
- Você não pode comer em cima do prato? Fica cheio de migalha na mesa!
- Noto que tem migalhas do lado do seu prato também.
- Humpf. Sim, foi na ansiedade de cortar uma torrada pra Lucia.
- E não poderia cortar em cima do prato?
- Sou eu que vou limpar mesmo!
- Eu também limpo, oras.
- Você não limpa direito e fica tudo cheio de sujeira nos cantos!
Passam alguns minutos, vou lavar louça, fumegando.
Durante a lavagem de louça, repassamos o diálogo:
- você está bravo comigo? desculpa se eu falei da torrada.
Perdendo a magnífica oportunidade de ficar quieto, eu digo que estou meio assim não com a torrada, mas com o que seguiu depois.
- O que seguiu depois, ela pergunta.
- Eu falei que tinha sujeira em volta do seu prato também e você disse que podia porque era você que limpava.
- EU NAO DISSE ISSO!! Eu disse que sou eu que limpo. Você fica distorcendo o que eu falo.
- Mas eu também limpo.
- Você varre e deixa a sujeira no canto da parede e eu que tenho que limpar depois!
- Mas eu só fiz isso umas duas vezes! E todas as outras vezes que eu limpei todo o chão?
Durante essa semana, a seguinte cena se torna plausível:
Ela está comendo torrada com requeijão.
Estendo a minha torrada e pergunto:
- Quer experimentar com cream cheese?
-Não, obrigado.
No meio do caminho de volta decido morder a torrada.
- Você não pode comer em cima do prato? Fica cheio de migalha na mesa!
- Noto que tem migalhas do lado do seu prato também.
- Humpf. Sim, foi na ansiedade de cortar uma torrada pra Lucia.
- E não poderia cortar em cima do prato?
- Sou eu que vou limpar mesmo!
- Eu também limpo, oras.
- Você não limpa direito e fica tudo cheio de sujeira nos cantos!
Passam alguns minutos, vou lavar louça, fumegando.
Durante a lavagem de louça, repassamos o diálogo:
- você está bravo comigo? desculpa se eu falei da torrada.
Perdendo a magnífica oportunidade de ficar quieto, eu digo que estou meio assim não com a torrada, mas com o que seguiu depois.
- O que seguiu depois, ela pergunta.
- Eu falei que tinha sujeira em volta do seu prato também e você disse que podia porque era você que limpava.
- EU NAO DISSE ISSO!! Eu disse que sou eu que limpo. Você fica distorcendo o que eu falo.
- Mas eu também limpo.
- Você varre e deixa a sujeira no canto da parede e eu que tenho que limpar depois!
- Mas eu só fiz isso umas duas vezes! E todas as outras vezes que eu limpei todo o chão?
- "Limpou"
E assim vai. Latimos e rosnamos de ambos os lados e o resto da manhã foi um inverno polar.
lá pela hora do almoço:
- gato...
- gatinha...
- vem cá.
- venho.
Ainda bem que no resto do mês o sol brilha.
lá pela hora do almoço:
- gato...
- gatinha...
- vem cá.
- venho.
Ainda bem que no resto do mês o sol brilha.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Nada mais de perna de mendigo, aliás esqueçam qualquer menção a esse assunto

Último retorno ao dermatologista: nenhum traço daqueles horríveis ectimas.
Na sala de espera foi recebida por alguns residentes do consultório, como Pablo e Monocelha, arremessados ao chão talvez, apenas talvez, depois de eu cantar suas respectivas músicas.
No cine-sala-de-espera passava o mágico de oz antigo e a Lucia se comoveu com o destino do Totó, que seria levado pela bruxa da bicicleta.
O incrível é que ela sempre chora quando vê esse médico no consultório. Não chora de encontrar com ele no shopping e não chora sozinha na sala dele, mas é ele entrar na sala de exames e ela castiga-nos os tímpanos. Vai saber. Acho que não estamos mais no kansas.
terça-feira, 2 de março de 2010
Bat-moça e Bloquinho-girl
Cansada de acertar os bloquinhos todos, menos os da porta - que são complicados, Lucia inventa novas formas de consumir água, que em sua maioria não envolvem bebê-la. Enquanto isso a Maria joga Batman no computador. Essa menina é tão solar que até jogando o mais escuro game do cavaleiro das trevas, o Asilo Arkham, ela brilha.
Em tempo, nesse jogo o Batman fala tanto que parece uma vizinha de cortiço, fica dando trela pra qualquer mané e se explicando o tempo todo, nada mais out of character, deveria ser mudo, enquanto o coringa está mais maníaco homicida que nunca e, fora o do Heath Ledger, põe todos os outros coringas no chinelo.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Sobre o não uso da descarga, jogar o bebê no teto e outras perguntas
Ganhei de presente um livro muito legal, de perguntas e respostas sobre o bebê de 0 a 12 meses, escrito por um pediatra a partir de questões de consultório.
Agradeci o presente apesar do titulo sugerir um timing pouco feliz, afinal a Lucia está pra lá dos 17 meses. Curioso que sou, que leio até bula de remédio e manual de instruções, ou talvez especialmente bula de remédio e manual de instruções, li o livro todo e descobri que teria sido realmente útil, e que mesmo assim algumas dicas ainda valem pra minha pequena (e seus pais).
Olha só algumas coisas que eu descobri:
(disclaimer: sem aspas do Dr. Sylvio aqui, tudo está reinterpretado, e porcamente, pelo irresponsável e infame Dr. Neural)
Posso dar a descarga ou devo evitar pra não acordar o bebê?
- Deve dar a descarga.
Em resumo, a criança tem que se acostumar aos barulhos normais da casa e do mundo. Não é pra gritar, claro, mas também não precisa sussurrar. Não precisa desligar a TV, só baixar um pouco. não precisa amordaçar o cachorro, coitado, nem os vizinhos. E pode dar a descarga.
Agora que ele me diz?
Pode jogar o bebê pra cima? Considerando que pegue ele de volta?
- o bebê ri e gosta de movimentos bruscos, mas convém evitar acidentes.
Ou seja, a princípio tudo bem com essa brincadeira que nós pais adoramos e as mães detestam. Tem que tomar cuidado com teto baixo, ventilador ligado e com amigos mão-furada que podem derrubar o bebê e causar traumatismo craniano. Eu só confio em mim, apesar de ser o maior mão-de-manteiga, e não deixo mais ninguém fazer isso.
Traumatismo craniano, aliás:
O bebê bateu a cabeça. Devo entrar em pânico, não deixar ele dormir etc.?
- Existem traumatismos leves, médios e moderados. O leve, em geral, é de quedas menores que um metro. Se não afundou o crânio, não desmaiou, não vomitou e não alterou o sono, está tudo provavelmente bem. Caso contrário, pode se preocupar sim.
Eu falei pro bebê não mexer no fio elétrico e ele mexeu de novo, o maldito está fazendo birra!
- Não é birra, é experimentação.
Os bebês são seres literais, como suas irmãs de oito anos. Quando você diz pra não colocar a mão no fio ele entende que não pode pôr a mão esquerda no fio, nessa posição. Mas e a mão direita? E em outra posição? Enfim, o bichinho vai testando limites, assim como sua irmã testa paciências.
O que me lembra o método Homer Simpson de segurança doméstica, pintar coelhinhos em volta da tomada.
- mas a Meg não tem medo de coelhinhos, diz a Marge.
- ah, mas vai ter! diz o Homer.
Também gostei de alguns bastidores de consultório e manhas para enganar as pestes.
Ele contou de um moleque que não comia comida caseira de jeito nenhum, só papinha pronta. Aí ele sugeriu pra mãe colocar a comida caseira no vidrinho da papinha, tampar e depois tirar do armário na frente dele. E o guri comia com a maior felicidade do mundo.
Enfim, gostei do livro, que tem outras dicas que podem ser úteis e até importantes pra muita gente que acompanha o diário, além do efeito tranquilizador. Então por via das dúvidas, pra quem quiser comprar tá aqui o link do submarino.
Agradeci o presente apesar do titulo sugerir um timing pouco feliz, afinal a Lucia está pra lá dos 17 meses. Curioso que sou, que leio até bula de remédio e manual de instruções, ou talvez especialmente bula de remédio e manual de instruções, li o livro todo e descobri que teria sido realmente útil, e que mesmo assim algumas dicas ainda valem pra minha pequena (e seus pais).
Olha só algumas coisas que eu descobri:
(disclaimer: sem aspas do Dr. Sylvio aqui, tudo está reinterpretado, e porcamente, pelo irresponsável e infame Dr. Neural)
Posso dar a descarga ou devo evitar pra não acordar o bebê?
- Deve dar a descarga.
Em resumo, a criança tem que se acostumar aos barulhos normais da casa e do mundo. Não é pra gritar, claro, mas também não precisa sussurrar. Não precisa desligar a TV, só baixar um pouco. não precisa amordaçar o cachorro, coitado, nem os vizinhos. E pode dar a descarga.
Agora que ele me diz?
Pode jogar o bebê pra cima? Considerando que pegue ele de volta?
- o bebê ri e gosta de movimentos bruscos, mas convém evitar acidentes.
Ou seja, a princípio tudo bem com essa brincadeira que nós pais adoramos e as mães detestam. Tem que tomar cuidado com teto baixo, ventilador ligado e com amigos mão-furada que podem derrubar o bebê e causar traumatismo craniano. Eu só confio em mim, apesar de ser o maior mão-de-manteiga, e não deixo mais ninguém fazer isso.
Traumatismo craniano, aliás:
O bebê bateu a cabeça. Devo entrar em pânico, não deixar ele dormir etc.?
- Existem traumatismos leves, médios e moderados. O leve, em geral, é de quedas menores que um metro. Se não afundou o crânio, não desmaiou, não vomitou e não alterou o sono, está tudo provavelmente bem. Caso contrário, pode se preocupar sim.
Eu falei pro bebê não mexer no fio elétrico e ele mexeu de novo, o maldito está fazendo birra!
- Não é birra, é experimentação.
Os bebês são seres literais, como suas irmãs de oito anos. Quando você diz pra não colocar a mão no fio ele entende que não pode pôr a mão esquerda no fio, nessa posição. Mas e a mão direita? E em outra posição? Enfim, o bichinho vai testando limites, assim como sua irmã testa paciências.
O que me lembra o método Homer Simpson de segurança doméstica, pintar coelhinhos em volta da tomada.
- mas a Meg não tem medo de coelhinhos, diz a Marge.
- ah, mas vai ter! diz o Homer.
Também gostei de alguns bastidores de consultório e manhas para enganar as pestes.
Ele contou de um moleque que não comia comida caseira de jeito nenhum, só papinha pronta. Aí ele sugeriu pra mãe colocar a comida caseira no vidrinho da papinha, tampar e depois tirar do armário na frente dele. E o guri comia com a maior felicidade do mundo.
Nos meus tempos de solteiro era o contrário, eu comprava pronto e assumia a autoria. Aliás cheguei a comentar sobre um outro aspecto de "estelionato na cozinha", como autor convidado em um blog de comida.
Enfim, gostei do livro, que tem outras dicas que podem ser úteis e até importantes pra muita gente que acompanha o diário, além do efeito tranquilizador. Então por via das dúvidas, pra quem quiser comprar tá aqui o link do submarino.
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