terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lucia faz seu primeiro discurso de fim de ano

2009 foi o ano que Lucia descobriu o mundo. Tinha dois meses no seu primeiro ano novo e nesse já evoluiu tanto que apreceu um alien, visitante de uma civilização mais avançada.
Então ao mundo, leitores, famílias e gatos, Lucia preparou um discurso, mas não achou onde escreveu suas notas, podendo mesmo tê-las comido. Mas mesmo de improviso ela sabe ser eloquente e persuasiva.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eu SABIA que esse blog ia me causar problemas.

Dito e feito, assinei contrato com uma editora muito legal para a publicação do livro "Diário de um Grávido", inspirado no blog e com material inédito. Agora preciso escrever esse negócio.
(deadlines sempre me deixam tenso...)
O lançamento está previsto para antes do dia dos pais 2010.

Esse primeiro livro trata da concepção até o parto. As aventuras da Lucia continuarão sendo publicadas normalmente por aqui e a editora já mandou avisar que algumas dessas devem integrar o próximo livro, "Como nascem os pais".

Mas uma coisa de cada vez:
Ok, a Ana me contou que estava grávida e eu quase tive um treco. O próximo post já foi o primeiro ultrassom, dez dias depois. Que intrigantes e metamórficos diálogos teriam acontecido entre uma coisa e outra? E de que planeta vieram as placentas? E...

Focinho de porco não é tomada mas ambos são perigosos para uma menina tão pequena

Todo mundo acha que a Lucia é sempre um docinho sorridente de bom humor fulgurante, distribuindo paciência e doçura. Isso é só parte da história. Quando contrariada ela demonstra sonoramente sua insatisfação, como podemos ver quando ela entende o "não" da tomada.

Há quem diga que, fora o risco de vida, depois do primeiro choque ela aprende. As chances disso funcionar são muito pequenas, minha mãe conta que na infância eu punha o dedo na tomada, levava o maior choque e vinha chorando com o dedo duro. Ganhava um beijinho e depois corria de volta pra tomada. Talvez por causa de todos esses choques eu tenha ficado assim.

No teatrinho temos dois personagens, o macaquinho que meu irmão trouxe de São Francisco, que nas mãos certas parece vivo e o Mothra (pronuncia-se mofra. o original lutou com Godzilla em Tóquio e era uma mariposa-borboleta-gigante). O nosso Mothra é um coelhinho que a Maria, como uma boa irmã mais velha, deu pra pequena Lucia. Eu cantava a música do coelhinho e fazia o boneco acompanhar. ("De olhos vermelhos e pelo branquinho...", vale notar, e não "Coooooelhinho se eu fosse como tu..."). Ela nunca deu muita bola.

Até o dia que eu enfiei o nariz pra dentro do coelho, achei que ele tinha ficado com cara de simpático monstro e fazendo voz de filme de terror, fiquei dizendo "Mothra, Mothraaaaa" e ela adorou. Aliás ela pega ambos os fantoches, põe a mão dentro e fica brincando. E eu penso, não, é coincidência, ela é muito pequena pra saber o que está fazendo. Mas será? De qualquer maneira, ingrata surpresa ao arrancar o Mothra e descobrir meu pé, tanto que ela tenta imediatamente colocá-lo de volta.

De resto Usain Bolt que se cuide, porque a Lucia venceu o "cúmulo da velocidade" e consegue trancar a gaveta com a chave dentro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Também disponível em Papai-Vision

O que um papai vê? Esse vídeo tenta mostrar a visão do papai ao ser derrubado pela Lucia, montado, estapeado e abandonado por um punhado de dvds.
O que um papai não vê? Uma Lucia adulta ou adolescente, furiosa, perguntando como eu tive a coragem de colocar na rede um video em que a camiseta dela aparece pra dentro da fralda.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Às vezes tenho a impressão que ela se divertiria mais se tivesse também uma marreta.

Chego no berçário e fico escondido atrás do vidro vendo a Lucia montar uns blocos. A berçarista diz que ela é "como chama quando é muito inteligente mesmo? Bem-dotada? ah, Superdotada". Eu digo que não, que os superdotados todos são meio problemáticos e que a Lucia está feliz, sei lá, na média alta.
Em casa, fomos brincar de encaixar bloquinhos. Ela ganhou de aniversário o brinquedo.
Um mês depois e ela sabia abrir as portinhas usando os dedos como chave.
Aí aprendeu a encaixar o círculo amarelo, algumas semanas depois a oval azul e ontem conseguiu até encaixar a estrela. Ela faz um monte de experiências e tentativas, mas quando está mais afim de confete que de desafio intelectual, ela pega o círculo ou a oval, encaixa, abre a portinha, pega e encaixa de novo, batendo palmas pra si mesma no processo. Mas no fim nada como um colo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Essas são apenas minhas garras de leite.

Depois elas caem e nascem as garras permanentes.
Não resisti em publicar essa foto aqui: Participo há alguns anos de um site chamado videosift.com, que é um agregador de video - como uma coleção de youtubes + sistema de votos, mas você não pode submeter material próprio, as pessoas são inteligentes e fazem bons comentários. Na verdade é uma das "comunidades" mais interessantes que tem por aí.
E eles resolveram que nessa sexta vão me queimar na fogueira. Todo mundo que deixa um comentário em um "roast" entra na lista de candidatos do próximo roast. Com tanta gente do mundo todo lá, nunca pensei que fosse sobrar pra mim, que não resisto a execrar os outros.
O camarada Rasch fez a imagem abaixo, que é até elogiosa, possivelmente pra abrir minha guarda pro terrível evisceramento que virá na sexta...


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O velho fauno: bengalada pra todo mundo

Acordei um passo mais próximo de ser o velho caduco que bate nas pessoas com a bengala, no ápice da curva da decadência, com todo o vigor da velhice e a sabedoria da juventude, verdadeiro cuspidor de frases estranhas e clichês distorcidos. É uma montanha russa, ora despencando ladeira abaixo, ora rolando a pedra montanha acima. Sísifo sifu. Mas fazia sol aqui no outono da minha vida, minhas meninas estavam todas lindas cantando parabéns enquanto eu dormia e eu gosto mais de cada década que da anterior.