quinta-feira, 16 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Dez dias de vida!
E é como se eu conhecesse a carinha dela há milhares de anos.
Como acordar um dia e pensar "eu era incompleto e não sabia".
Ela olha pra mim e sei que macaquinha e eu nos entendemos mais do que posso entender.
Eu sempre soube que isso era um tipo de imperativo biológico, que permitiu nossa sobrevivência como espécie - mas nunca pensei que esse tal imperativo fosse tão bom! Funciona por isso. Orgasmo, Doce e Neotenia e voilá! A espécie sobrevive. Claro que o lado negro dessa força é o choro - o negócio, sei lá, ressoa no sistema límbico de alguma forma muito louca. Se nem os homens das cavernas defenestraram seus bebês é pq aquele choro é uma lavagem cerebral da natureza, um comando hipnótico que é impossível de recusar. Você simplesmente é coagido a resolver. E é de partir o coração. Claro que o efeito é melhor com a própria cria, e sabemos, exceções abundam.
Enquanto isso, mamãe compete deslealmente pelo amor de lucia, através de uma tal "mamada". Compenso contando histórias engraçadas pra ela, o que admito, faz mais sucesso com a Maria.
Duro é a enxurrada de piadas envolvendo a Lucia - e eu estou do lado de lá da piada!! É como se um dia Gregor Samsa acordasse transformado em papagaio, ou um português.
Lucia já tomou sol, foi duas vezes ao veterinário, digo, veterinário, digo, pediatra. O negócio preto que ela fazia já virou cocô de verdade, ser pai é ter orgulho até de cocô. Ela ri, faz caras engraçadas e umas caretas muito expressivas.
Lucia fez dez dias, e arre, como foram bons.
Como acordar um dia e pensar "eu era incompleto e não sabia".
Ela olha pra mim e sei que macaquinha e eu nos entendemos mais do que posso entender.
Eu sempre soube que isso era um tipo de imperativo biológico, que permitiu nossa sobrevivência como espécie - mas nunca pensei que esse tal imperativo fosse tão bom! Funciona por isso. Orgasmo, Doce e Neotenia e voilá! A espécie sobrevive. Claro que o lado negro dessa força é o choro - o negócio, sei lá, ressoa no sistema límbico de alguma forma muito louca. Se nem os homens das cavernas defenestraram seus bebês é pq aquele choro é uma lavagem cerebral da natureza, um comando hipnótico que é impossível de recusar. Você simplesmente é coagido a resolver. E é de partir o coração. Claro que o efeito é melhor com a própria cria, e sabemos, exceções abundam.
Enquanto isso, mamãe compete deslealmente pelo amor de lucia, através de uma tal "mamada". Compenso contando histórias engraçadas pra ela, o que admito, faz mais sucesso com a Maria.
Duro é a enxurrada de piadas envolvendo a Lucia - e eu estou do lado de lá da piada!! É como se um dia Gregor Samsa acordasse transformado em papagaio, ou um português.
Lucia já tomou sol, foi duas vezes ao veterinário, digo, veterinário, digo, pediatra. O negócio preto que ela fazia já virou cocô de verdade, ser pai é ter orgulho até de cocô. Ela ri, faz caras engraçadas e umas caretas muito expressivas.
Lucia fez dez dias, e arre, como foram bons.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
parto parte 3: "Renato, levanta e vem ver sua filha nascer"
Entro cuidadosamente na sala de parto, sento do lado de lá do pano cirúrgico e seguro a mão da Ana. Tínhamos concordado que eu não assistiria ao parto (nem fotografaria), até porque um homem desmaiado na sala de parto não ajuda o nascimento, apesar de relatos de pais que desmaiaram afirmarem que num piscar de olhos a criança nasce, literalmente.
A médica e seu assistente parecem estar tricotando do lado de lá e o anestesista claramente está tentando me distrair, dizendo que tem massagistas para os pais e se eu quero tomar hormônio pra dar de mamar também. Estranhamente me sinto calmo e seguro.
Isso, lógico, até ouvir a voz da doutora dizendo "Renato. Levanta e vem ver sua filha nascer". Como eu só me preparei pra passar o parto segurando mãozinha, levanto com o joelho meio bamba e como num episódio de "Além da Imaginação", vou pro lado de lá da cortina.
Quando chego lá e vejo a cabeça da Lucia coroando, um monte de cabelinhos bem pretos, emoldurados pelo corte (que parecia um livro de anatomia, com as camadas de pele todas), a única frase coerente que consigo dizer pra controlar a mistura de emoção e aflição é "AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA".
Sempre achei que parto por cesariana fosse como tirar um sapato da mala, abre, pega e fecha. Mas o buraco é muito menor que o bebê. A médica enfia um garfo de churrasco lá dentro, que usa como alavanca, até que a cabeça do bebê saia, fazendo um "pop". Rapidamente a doutora manobra o resto do bebê pra fora da mãe, o cordão é cortado e eu tenho uma filha nascida, linda, coberta de melecas, de vernix, peludinha como um macaco. Bem que desconfiei daquelas longas idas ao Simba.
Minha pequena bebê fica alguns minutos no oxigênio, depois outros no colo da mãe, então levam ela embora para testes e depois para o zoológico, digo, maternidade, onde os bebês ficam expostos através do vidro. Lu, que nasceu pequenina, foi ironicamente colocada ao lado de um bebê de quase quatro quilos. Coitada da mãe dele.
Do lado de fora da sala de cirurgia aguarda uma multidão eufórica que na verdade esperava outra pessoa, mas minha mãe e dois pajens, Tequila e Eurico, estão ali também e recebem o exausto e feliz pai que acabou de nascer.
A médica e seu assistente parecem estar tricotando do lado de lá e o anestesista claramente está tentando me distrair, dizendo que tem massagistas para os pais e se eu quero tomar hormônio pra dar de mamar também. Estranhamente me sinto calmo e seguro.
Isso, lógico, até ouvir a voz da doutora dizendo "Renato. Levanta e vem ver sua filha nascer". Como eu só me preparei pra passar o parto segurando mãozinha, levanto com o joelho meio bamba e como num episódio de "Além da Imaginação", vou pro lado de lá da cortina.
Quando chego lá e vejo a cabeça da Lucia coroando, um monte de cabelinhos bem pretos, emoldurados pelo corte (que parecia um livro de anatomia, com as camadas de pele todas), a única frase coerente que consigo dizer pra controlar a mistura de emoção e aflição é "AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA".
Sempre achei que parto por cesariana fosse como tirar um sapato da mala, abre, pega e fecha. Mas o buraco é muito menor que o bebê. A médica enfia um garfo de churrasco lá dentro, que usa como alavanca, até que a cabeça do bebê saia, fazendo um "pop". Rapidamente a doutora manobra o resto do bebê pra fora da mãe, o cordão é cortado e eu tenho uma filha nascida, linda, coberta de melecas, de vernix, peludinha como um macaco. Bem que desconfiei daquelas longas idas ao Simba.
Minha pequena bebê fica alguns minutos no oxigênio, depois outros no colo da mãe, então levam ela embora para testes e depois para o zoológico, digo, maternidade, onde os bebês ficam expostos através do vidro. Lu, que nasceu pequenina, foi ironicamente colocada ao lado de um bebê de quase quatro quilos. Coitada da mãe dele.
Do lado de fora da sala de cirurgia aguarda uma multidão eufórica que na verdade esperava outra pessoa, mas minha mãe e dois pajens, Tequila e Eurico, estão ali também e recebem o exausto e feliz pai que acabou de nascer.
parto parte 2: Sao Luiz
Hospitais tem personalidade própria. Enquanto o Einstein é um baita de um arrogante, (pq dizem que é o maior da América Latrina, no qual a maternidade parece algum tipo de concessão) o São Luiz é humano e acolhedor - tendo em vista que hospital é hospital.
Na chegada pergunto ao porteiro qual estacionamento eu tenho desconto por ter feito curso de paternidade. Ele me explica mas logo acrescenta que tem um outro estacionamento, um pouco mais longe, que sai menos da metade por quatro dias e que pode ir e voltar quanto quiser.
No São Luiz as cores são mais agradáveis e as pessoas te atendem com carinho. Gostei mesmo apesar de nosso plano não cobrir cadeira "Lazy Boy" no quarto. Somos logo encaminhados para a triagem, onde a obstetriz rapidamente constata que as contrações estão fortíssimas e urgentes e o parto tem que ser o quanto antes. Ganho uma pulseirinha azul, um dos raros momentos em que o Hospital reconhece que precisa de um pai pra fazer a criança. A moça diz pra eu levar as malas por quarto o quanto antes e voltar logo.
Fico mais de dez minutos esperando elevador, que quando aparece está lotado, e controlo meus impulso de enfiar o carrinho lá dentro mesmo assim. Finalmente consigo subir, deixo a mala, penduro o quadrinho na porta e desço (de escada), fazendo uma breve parada pra comprar pilhas pra câmera. Quando chego na salinha, adivinhem, miha grávida sumiu de novo. Saio por aí perguntando se se alguém viu uma grávida, o que em uma maternidade não é a pergunta mais apropriada. Um faxineiro me diz "você está procurando a moça daquela sala? Subiu pra cirurgia"
Corro como um louco pelas escadas, pulando degraus e tropeçando algumas (poucas) vezes e chego na sala de cirurgia onde não posso entrar de trajes civis. Corro novamente escada acima e peço esbaforido por uma roupa de médico. Ganho uma roupa de faxineiro e corro pra cirurgia, onde chego já suado. Fico esperando uns quinze minutos sob uma placa que parece indicar que é onde as enfermeiras fumam cachimbo enquanto a Ana é anestesiada.
Na chegada pergunto ao porteiro qual estacionamento eu tenho desconto por ter feito curso de paternidade. Ele me explica mas logo acrescenta que tem um outro estacionamento, um pouco mais longe, que sai menos da metade por quatro dias e que pode ir e voltar quanto quiser.
No São Luiz as cores são mais agradáveis e as pessoas te atendem com carinho. Gostei mesmo apesar de nosso plano não cobrir cadeira "Lazy Boy" no quarto. Somos logo encaminhados para a triagem, onde a obstetriz rapidamente constata que as contrações estão fortíssimas e urgentes e o parto tem que ser o quanto antes. Ganho uma pulseirinha azul, um dos raros momentos em que o Hospital reconhece que precisa de um pai pra fazer a criança. A moça diz pra eu levar as malas por quarto o quanto antes e voltar logo.
Fico mais de dez minutos esperando elevador, que quando aparece está lotado, e controlo meus impulso de enfiar o carrinho lá dentro mesmo assim. Finalmente consigo subir, deixo a mala, penduro o quadrinho na porta e desço (de escada), fazendo uma breve parada pra comprar pilhas pra câmera. Quando chego na salinha, adivinhem, miha grávida sumiu de novo. Saio por aí perguntando se se alguém viu uma grávida, o que em uma maternidade não é a pergunta mais apropriada. Um faxineiro me diz "você está procurando a moça daquela sala? Subiu pra cirurgia"
Corro como um louco pelas escadas, pulando degraus e tropeçando algumas (poucas) vezes e chego na sala de cirurgia onde não posso entrar de trajes civis. Corro novamente escada acima e peço esbaforido por uma roupa de médico. Ganho uma roupa de faxineiro e corro pra cirurgia, onde chego já suado. Fico esperando uns quinze minutos sob uma placa que parece indicar que é onde as enfermeiras fumam cachimbo enquanto a Ana é anestesiada.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Parto parte 1: Einstein
Tendo sido privado de meu gole de cachaça, ponho a grávida no carro e sigo pro Einstein. A médica liga de novo dizendo que já deveríamos estar lá. É óbvio que no meio do caminho tinha uma feira, trânsito e mais trânsito. Num sábado. Chegando vamos direto ao quinto andar da maternidade, onde somos informados que o hospital está lotado. Ficamos esperando no ensolarado hall do elevador, a única parte do hospital sem ar-condicionado. A médica liga e pergunta se já fomos atendidos pela obstetriz, que o negócio é insistir na recepção. A recepcionista, nada simpática, diz que até a obstetriz está lotada. Quando vejo, a gravida tinha sumido. Como alguém com aquela barriga desaparece assim?
Encontro a Ana em uma sala de exames, onde um médico mal-humorado e antipático fala em tom de reclamação que as contrações estão espaçadas demais e nem são tão fortes assim. Nossa médica faz um trabalho de bastidor e pede pra gente ir pro São Luiz, que tinha vagas. Me controlo pra não socar o tal médico. Saímos com tanta pressa que esquecemos de pegar na recepção a identidade da Ana e carteirinha do plano de saúde.
Praguejando, ofereço o braço à minha grávida e vamos para a saída. No caixa do estacionamento, explico o que aconteceu, hospital lotado e tal, e peço pra ela liberar os onze reais de estacionamento - nada mais justo. E não é que essa desgraça de hospital de judeu não libera o estacionamento? Sendo judeu também, me senti propenso a não sair dali enquanto não liberassem a droga do estacionamento, mas minha grávida tinha suas urgências e a contragosto paguei o estacionamento.
Como o desgosto é um ser solitário que detesta andar sozinho, Aninha pediu uma água que prontamente fui comprar. Não é que o segurança não me deixou entrar no hospital, onde vendem as águas? Eu teria que pegar a longa fila de cadastro de visitantes para ir no Vienna comprar uma mera água. Inconformados, pegamos o carro e fomos pro São Luís, amaldiçoando o hospital e seus dirigentes até a última geração de antepassados que eles ou um exame de DNA consiga identificar. Bem feito pro físico alemão, aquele que não entendeu a física quântica, teoria filha da sua relatividade, e ficou inventando uma constante universal pra suas contas baterem, ter sido homenageado com um hospital tão execrável.
Encontro a Ana em uma sala de exames, onde um médico mal-humorado e antipático fala em tom de reclamação que as contrações estão espaçadas demais e nem são tão fortes assim. Nossa médica faz um trabalho de bastidor e pede pra gente ir pro São Luiz, que tinha vagas. Me controlo pra não socar o tal médico. Saímos com tanta pressa que esquecemos de pegar na recepção a identidade da Ana e carteirinha do plano de saúde.
Praguejando, ofereço o braço à minha grávida e vamos para a saída. No caixa do estacionamento, explico o que aconteceu, hospital lotado e tal, e peço pra ela liberar os onze reais de estacionamento - nada mais justo. E não é que essa desgraça de hospital de judeu não libera o estacionamento? Sendo judeu também, me senti propenso a não sair dali enquanto não liberassem a droga do estacionamento, mas minha grávida tinha suas urgências e a contragosto paguei o estacionamento.
Como o desgosto é um ser solitário que detesta andar sozinho, Aninha pediu uma água que prontamente fui comprar. Não é que o segurança não me deixou entrar no hospital, onde vendem as águas? Eu teria que pegar a longa fila de cadastro de visitantes para ir no Vienna comprar uma mera água. Inconformados, pegamos o carro e fomos pro São Luís, amaldiçoando o hospital e seus dirigentes até a última geração de antepassados que eles ou um exame de DNA consiga identificar. Bem feito pro físico alemão, aquele que não entendeu a física quântica, teoria filha da sua relatividade, e ficou inventando uma constante universal pra suas contas baterem, ter sido homenageado com um hospital tão execrável.
Pré-Parto
Na noite de sexta a Ana teve algumas contrações de verdade, diferentemente das contrações chamadas de Braxton Highs, homenagem um cantor doidão chamado Toni. Sinal de que nosso pequeno Bóson de Higgs queria ser observado à luz do dia. Essas "contrações de verdade" são tão contraídas que o bebê parece uma embalagem a vácuo, fica tudo definido. E não passa com Buscopan.
Passei a noite com uma sensação de nervoso inescapável, frio na barriga, borboletas no estômago, nó na garganta. Em um único dia entendi todas essas expressões. Acho que quase tive um treco.
Mas acordei sábado com uma tranquilidade ímpar. Ligamos para a Doutora Ana Paula Aldrighi, que resolveu antecipar o parto de segunda pra sábado no fim da tarde. Perguntamos se dava tempo de almoçar, ela disse que sim, e fomos almoçar no Pitanga, junto com minha mãe, Tequila e Jacques, e respectivas.
Peguei uma salada de flores para alimentar as borboletas, que acharam tudo bucólico até que a feijoada fosse derramada sobre suas delicadas asas. Pedi uma Cachacinha e recebemos uma ligação da médica, perguntando por que não estávamos no hospital ainda. Foi minha chance de sair sem pagar a conta, mas também sem cachaça. Na verdade estava tão calmo que falei "espera, minha cachaça não chegou!". Tendo sofrido forte repúdio por parte de todo o grupo, encaminhei-me para a saída. O parto, parece, seria mesmo a seco.
Passei a noite com uma sensação de nervoso inescapável, frio na barriga, borboletas no estômago, nó na garganta. Em um único dia entendi todas essas expressões. Acho que quase tive um treco.
Mas acordei sábado com uma tranquilidade ímpar. Ligamos para a Doutora Ana Paula Aldrighi, que resolveu antecipar o parto de segunda pra sábado no fim da tarde. Perguntamos se dava tempo de almoçar, ela disse que sim, e fomos almoçar no Pitanga, junto com minha mãe, Tequila e Jacques, e respectivas.
Peguei uma salada de flores para alimentar as borboletas, que acharam tudo bucólico até que a feijoada fosse derramada sobre suas delicadas asas. Pedi uma Cachacinha e recebemos uma ligação da médica, perguntando por que não estávamos no hospital ainda. Foi minha chance de sair sem pagar a conta, mas também sem cachaça. Na verdade estava tão calmo que falei "espera, minha cachaça não chegou!". Tendo sofrido forte repúdio por parte de todo o grupo, encaminhei-me para a saída. O parto, parece, seria mesmo a seco.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Os Ramones tinham razão. Eram 24hs to go.
E foram.
Lucia nasceu no sábado, às 18:19, depois de muitas aventuras como feira no caminho, sermos expulsos do einstein. Não tive tempo nem de tomar cachaça. Assisti a cesariana e não desmaiei.
Mãe e filha passam bem.
Já o pai passa mal de tanta emoção. Nunca fui tão feliz.
Lucia tem os cabelos pretos, olho azul escuro, nasceu com 2.745 gramas.
Nasceu azul e de gorro branco - uma verdadeira smurf!
Assim que der, conto como foi cada um dos dias.
Enquanto isso...




Lucia nasceu no sábado, às 18:19, depois de muitas aventuras como feira no caminho, sermos expulsos do einstein. Não tive tempo nem de tomar cachaça. Assisti a cesariana e não desmaiei.
Mãe e filha passam bem.
Já o pai passa mal de tanta emoção. Nunca fui tão feliz.
Lucia tem os cabelos pretos, olho azul escuro, nasceu com 2.745 gramas.
Nasceu azul e de gorro branco - uma verdadeira smurf!
Assim que der, conto como foi cada um dos dias.
Enquanto isso...




sexta-feira, 3 de outubro de 2008
72 hours to go. I wanna be sedated.
um puta frio na barriga. Uma sensação de felicidade. Parece o repuxo do mar, em que a água desce antes de bater a próxima onda. Como será a carinha dela?
Estamos de parto marcado, possivelmente para o fim do dia seis, segunda-feira. Talvez isso me torne menos garfield. Vai ser cesária, para grande tristeza da Ana. Ao retirar os pontos da cerclagem, a doutora viu que tinha uma boa dose de fibrose ali na boca do balão, de modo que mesmo sem os fios ele continua amarradinho. O risco seria que quando o bebê começasse a forçar a saída, o útero poderia se romper em algum outro lugar, o que não seria muito indicado. A pequena já tem quase três quilos e chegou ao final da gravidez, o que é fantástico considerando que a probabilidade era nascer prematura. Todo mundo me liga pra dizer que sonhou com a Lucia nascida. Essa menina é um prodígio. Como será a carinha dela? Os dedos contabilizarão vinte, corretamente distribuídos em grupos de cinco? Será que eu vou desmaiar? Lucia, eu sei que você parece um joelho, mas você é minha filha e eu vou com a sua cara.
Estamos de parto marcado, possivelmente para o fim do dia seis, segunda-feira. Talvez isso me torne menos garfield. Vai ser cesária, para grande tristeza da Ana. Ao retirar os pontos da cerclagem, a doutora viu que tinha uma boa dose de fibrose ali na boca do balão, de modo que mesmo sem os fios ele continua amarradinho. O risco seria que quando o bebê começasse a forçar a saída, o útero poderia se romper em algum outro lugar, o que não seria muito indicado. A pequena já tem quase três quilos e chegou ao final da gravidez, o que é fantástico considerando que a probabilidade era nascer prematura. Todo mundo me liga pra dizer que sonhou com a Lucia nascida. Essa menina é um prodígio. Como será a carinha dela? Os dedos contabilizarão vinte, corretamente distribuídos em grupos de cinco? Será que eu vou desmaiar? Lucia, eu sei que você parece um joelho, mas você é minha filha e eu vou com a sua cara.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O Fim da babá tuberculosa que preparava maravilhosos tubérculos.
Meses atrás, encontramos a babá ideal. Uma baiana chamada Joana, ex-babá de uma amiga da Ana que é editora de uma revista tipo "pais e filhos crescendo em família", super bem recomendada, com um curso de, sei lá, especialização em babá. Tinha um porém, mora em Taubaté, ou Tamboré, e prefere dormir no emprego. Como a casa tem quartinho de empregada, topamos. E não é que essa senhora babá cozinha divinamente? Fazia anos que não comia tão bem, on a daily basis. Mas a babá tinha crises de tosse, daquelas de tossir a noite toda como um urso engasgado. Mesmo depois de descartarmos doenças contagiosas, não seria bom ela tossir no bebê ou na comida. E ela não gosta muito de fazer limpeza, da bagunça dos gatos, isso , aquilo, e uma pressão tão alta que dava pra fazer circular o sangue de um filhote de baleia cachalote. Ou seja, o clássico "sem babá com recém nascidos". Se bebês atraem dinheiro, eles compensam sumindo com a babá.
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