Para um diário até que isto está bem mensal. Pois é. Uma das características definidoras desse período é a falta de tempo. Então dourando a pílula da desculpa esfarrapada, a falta de posts é como se fosse um post.
A essas alturas o bebê já tem três meses. Em breve ele deve começar a ouvir, de modo que eu tenho que falar com ele, se não ele só acostuma com a voz da mãe. Falar com a barriga, por outro lado é apenas um degrau a menos em esquisitice que o famoso "fala com a minha mão".
O que mais surpreende nessa fase é a ditadura do hormônio. É como uma tpm, mas mais imprevisível e com um espectro de cores maior. Toda vez que a Ana sai na rua eu fico com medo, vai saber com quem ela vai arrumar confusão dessa vez - Com o motorista que fez a curva e não deu sinal, com o outro que parou na faixa de pedestres ("Se o senhor gosta tanto da faixa de pedestres porque não anda a pé?" - esse ficou tão nervoso que bateu o carro ao sair da dita faixa) ou com a moça da padaria ,que não aceita cheques, que não aceitou um cheque.
Fora que tem mil coisas que podem acontecer com o bebê. Então se no começo dá medo de ser pai, depois dá medo de acontecer alguma coisa e não ser. E a desgraçada da grávida por aí arrumando encrenca...
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O bebê já ouve, mas ainda (bem que) não lê nem acessa o blog. quando acessar: não é nada disso, filhinho(a), mamãe tava brigando pelos seus direitos futuros como cidadão, pedestre e consumidor
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