sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sobre os príncipes, os sapos.

Fiquei super feliz um dia que me contaram que a Lucia disse:
"Eu sou a Cinderela. Mas não tem príncipe aqui. Então vou procurar meu proprio sapato."
Eeeeee!
Ontem estávamos no carro, ela brincando de "eu sou neném", que eu retruco com "então eu sou um dinossauro". "Eu sou neném",  "então eu sou um taxi". "Eu sou neném",  "então eu sou o Pedro".
Ela arregala os já grandes olhos e me pergunta "O MEU PRÍNCIPE???"
Eu olho pra ela e falo "o seu o quê??"
Ela repete "O Pedro é o meu príncipe."
Silêncio.
Silêncio.
"Ah, que bom, filha."
Bom, que posso dizer?
Pedro, que já apareceu aqui "Lucia e seus primeiros pretendentes" e "Lucia e seus primeiros pretendentes no BBB", entre outros posts... Pois é, parece que você venceu, mas ó, uma dica, melhor não ficar muito confortável...
Enfim, eu olho as fotos abaixo (crédito Renata Angerami) e penso que ele até parece legal, ou ainda, que poderia ser pior.










segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O touro bully e as cacas dançantes

Passei minha infância cantando "Hoje é domingo".
Eu tinha certeza que a música dizia "Hoje é domingo, pé de cachimbo".
Achava fantástico que uma música fosse tão surreal, imagina, uma árvore que em vez de frutos, dá cachimbos. Eu adorava brincar com o cachimbo do meu pai, que afinal cheirava melhor que os charutos, e tinha o Sherlock Holmes como garoto propaganda. Fora isso me chamava a atenção toda a cadeia de violência, justificada por tipo de material:
 "Cachimbo é de barro, bate no jarro" (Não sei o que o jarro fez, talvez o cachimbo estivesse esvaziando-se apenas.)
 "Jarro é de ouro, bate no touro" (Seria o poder financeiro sobrepujando a força bruta, crueldade com os animais, ou o jarro passando a violência pra frente?)
 "Touro é valente, bate na gente" (Touro valentão filho da puta, o que que eu fiz pra você? Ou ainda, quem é touro na minha família? Hmmm, minha mãe.)
 "A gente é fraco, cai no buraco" (O que estavam pensando nessa hora? Na condição humana como um todo? Porque eu e o meu irmãos a gente não caía em buraco à toa. Não muito. Mais quando minha irmã empurrava. Ele deveria ser touro também.)
 "O buraco é fundo, acabou o mundo" (E agora? Ficção científica? O proverbial poço sem fundo? Ou uma metáfora da morte como fim inevitável da condição humana?)
Mas foi só cantando essa música pra Lulu que me dei conta do óbvio:
"Hoje é domingo, PEDE CACHIMBO."
 (facepalm)

 Pior que essa só quando você é criança, tira caca do nariz e os adultos perguntam se você está limpando o salão, ou se vai ter festa hoje. Eu, pobre, imaginava a narina como um salão de baile, com valsas em meio à imensas crostas, ou que talvez fosse feio aparecer em festas com caca dentro do nariz. Só muito depois, e em situações inenarráveis, que eu me dei conta de que tipo de festa isso tudo se referia...

Domingo o Quê???????

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O próximo a ir para a legião estrangeira

A Lucia chega no lugar toda tímida e não larga a minha calça. Vai se soltando, rouba um doce de leite do carrinho e quando vejo está tocando a maior zona no lugar. Aí fez amizade com esse menino, que prende ela em uma burca de palha e vai dançar.

 O que acontece depois: A Lucia está dentro de um cesto e o menino no outro. Que eu faço? Sento em cima dos dois cestos. E não é que quando eu solto o menino está chorando? Pensei: daqui a pouco vem um pai furioso tirar satisfação. Depois pensei melhor, se alguém aqui vai tirar satisfação, sou eu.

Samuel e Re

De 2007 a 2011 rolou muita água hein sobrinho...



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Lucisses

- Filha, qual o nome da sua ovelha?
- É Ovelha.
- O nome dela é Ovelha?
- É. Ela é a ovelha Ovelha.

//

- Pai, posso levar o Gilberto?
- Claro. Afinal o Gilberto é meu neto.
- ELE É MEU NETO.
- E ele é o que meu?
- Filho.
- Se ele for meu filho, ele é seu irmão.
- Então ele é meu filho.
- E quem é o pai dele?
- O Pedro.
- O Pedro é legal né filha.
- É. Ele é meu namorado.
(pausa para enfarto estomacal)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lucia cercada de pretendentes

Levo a Lucia pra escola e o Pedro vem receber ela na porta, super feliz: "LUCIA!!!". Ele dá um abração nela, e ela nele. A cena é tão bonitinha que eu até perdôo.

Aí o Marco Aurélio, que estava do lado de fora do abraço, fala assim: "E eu, Lucia, e eu?" A lucia abraça o menino, depois os três se abraçam. #todoschora.

 Aproveitando o momento, a professora vem me contar como a Lucia se desenvolveu, na fala, nas atitudes, que todos na escola estão impressionados com ela, que ela brinca com as crianças de quatro anos e acompanha tudo que eles fazem. Eu brinco que ela é a mais madura da família. No mínimo, ela foi quem mais conseguiu transformar essa fase difícil em crescimento pessoal. Ela está carinhosa, estável, segura e acho que, ao menos nisso, eu e a mãe dela podemos nos dar os parabéns.

 Falando em pretendentes, aliás, em breve a história do menino que eu tranquei em um cesto e ele chorou.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lucinha, (não) quebre a perna!

Sexta foi meu aniversário, fui dormir em estado lastimável. Acordei três horas depois, às sete, para levar a Lucia na escola - era dia da apresentação de final de ano. Voltei pra casa pra tirar um mini-cochilo, a apresentação no teatro seria só as dez. Claro que começou às 11, e a cada minuto de atraso eu pensava "outro minuto que poderia ter dormido a mais. Raios."

Antes de começar tudo, uma professora fez um discurso emocionado de despedida da turma de formandos. Bonito. Depois um dos formandos leu um discurso escrito para alguém que já aprendeu pontuação, o que não era seu caso. Bonito mas sofrido. Depois um video com fotos dos formandos desde o saco de seus pais até, sei lá, o presente. Deus me livre de passar por isso de novo.

Quando a Lucia entrou no palco foi uma emoção ímpar. Outra emoção ímpar foi ver as fantasias das outras turmas - super elaboradas - e me dar conta que a pequena fortuna que paguei pela fantasia da Lulu na verdade serviu pra subsidiar todas as outras crianças, e, desconfio, uma ala inteira de escola de samba.

Mas eu queria agradecer a todas as professoras e às donas da escola, que foi muito legal ver minha pequena ali.



Aos mais curiosos, quando as crianças fazem a primeira linha horizontal, ela é a segunda da esquerda pra direita.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Monstro do Pântano invade teatro infantil.

Depois de quase um mês sem ver minha adorada enteada Maria, ela me telefona. Diz que está com saudades, que ficou feliz de saber que sempre vai ter uma cama pra ela onde quer que eu more, e me convidou pra ir assistir a peça dela na escola.

A peça era sete e meia. Às sete saio do escritório, um puta trânsito, pensei que não ia chegar a tempo, nem conseguir estacionar no maldito bairro da escola dela, o Itaim. Decido ir a pé, se apressar o passo, pensei, chego a tempo.

No meio do caminho começa a chover. Eu não acredito muito em guarda-chuva, a não ser que venha com uma espada samurai embutida. Começa a chover muito forte, e penso se não deveria correr um pouco. Depois de três ou quatro quase tombos, dois quase atropelamentos e um enfarto, chego na escola. Sete e meia em ponto.

Entro no teatro, pingando, e sou olhado pelos pais no auditório como se fosse o monstro do pântano. Sento, ainda recuperando o fôlego. Só meia hora depois uma moça aparece pra explicar como são as aulas de teatro. Depois, três videos mostrando as crianças na aula de teatro. Aí sim, quase oito e meia, começam as peças do terceiro, quarto e quinto ano. Óbvio que a que eu fui assistir é do quinto ano.

A peça do terceiro ano não tinha falas nem acabava nunca. Cada cena, narrada no microfone, era seguida de trechos de música em que as crianças pulavam pra lá e pra cá. Custava ter uma edição na peça? um pouco menos de música e seria até quase legal. Era sobre a cidade preta e branca. As próprias crianças escolheram seus personagens: Uma hippie e seu cachorro, um coelho, a dona da hípica (pasmem), a cientista, a policial, a dona da feira e a pintora.

A Maria veio pra platéia, sentou entre eu e o pai dela e ficou segurando a mão dos dois. Fiquei emocionado. Minha querida Maria.

A peça do quarto ano foi muito longa... não me lembro. Acho que estava tentando uma auto-asfixia anestésica.

E a peça do quinto ano era a batalha entre o otimismo e o pessimismo. Ainda bem que ninguém perguntou minha opinião sobre o tema. Os meninos eram uns canastrões. As meninas eram umas figuras, e a Maria era uma hippie, paz e amor, bicho. Depois uma advogada hippie (uma advogada da paz, olha que pertinente). Fiquei com a séria impressão que ela teria muito sucesso em qualquer uma dessas carreiras, hippie, advogada ou atriz.

E mais que tudo, fiquei muito feliz com a "volta da Maria". Morei com ela os últimos quatro anos e ela é quase como uma filha pra mim. Uma das coisas muito difíceis da separação foi ficar longe dela, e esse reencontro, no dia em que terminou meu suposto inferno astral, foi importante.

Ciscos Revoam.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Notas de uma separação.

Dentre os vários posts que eu nunca gostaria de escrever, este é um deles. Lembro quando o Rafa Noris disse que acabou a família palmito, eu perguntei, acabou o blog, e ele disse, não, acabou a família, cara. E eu pensei, nossa, como deve ser difícil. Agora sou eu aqui.

Eu e a mãe da Lucia estamos separados há um tempinho. Não quero entrar em nenhum detalhe de separação, essas coisas são doloridas, envolvem pessoas e recordar é viver.

O que, já meses atrás, me deixou numa encruzilhada... Comecei esse blog baseado em uma franqueza quase suicida (chamo de sincericídio). O Diário de um grávido contou o começo dessa história, e Como nascem os pais, como ela evoluiu. Achei que não seria certo, ou adequado, falar sobre a separação em andamento. Ao mesmo tempo, não falar sobre isso limitou um pouco a gama de assuntos e me senti quase desonesto com vocês, leitores queridos. A gente faz o que pode...

Eu e a Ana nos amamos muito e infelizmente não deu certo. Quem sabe em outra vida, se é que as há. Ainda somos parceiros na criação dessa menina linda que a gente colocou no mundo.

A vida continua. Agora esse diário de um pai é também sobre a vida de pai solteiro. Com o tempo, vou contando um pouco dos medos, angústias e, espero, alegrias que envolvem essa nova fase e a transformação que acompanha.

Por ora, posso dizer que já fico muito feliz em ter vocês todos aqui.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lucia e as 500 milhas de grama.

Lucia ganha um abraço de um dos poucos rapazes que eu não enviaria para a legião estrangeira.

Lucia observa atentamente o rapaz, que talvez possa passar um tempinho nos desertos do norte da África sim.

Lucia, como sempre, iluminando meu coração com a força de mil sóis.

Conversível vermelho. Haja estilo. E nunca é cedo demais.

A frentista mais linda do país, Bella.

Ah, quer ver o video dessa historinha?
Passa lá na Cia das Mães, que o filminho tá ali -  exclusivamente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como quase bater o carro:

Dirigindo, ouvindo rádio, Lucia no banco de trás.
Toca um comercial de doação de órgãos e o cara fala "meu coração eu deixo para..."
A Lucia da um sobressalto e começa:
"Coração!! Eu tenho um coração. É de criança. Ele é rosa."
"Que bom filha!"
"E você também tem um. Fui eu que dei. Eu era rosa e coloquei um coração em você quando eu era pequena"
Quase engasgo de emoção. Ela continua:
"E você colocou um coração em mim"
Pronto, fui atacado por um enxame de ciscos no olho.
 Eles são muito numerosos nessa época do ano e um perigo no trânsito.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lucia: Primeiro Vôo



Olhando os aviões decolarem
- O que é aquilo, pai?
- É o nariz do avião.
- Quer cor é?
- É branco.
- O meu é bege.
- É? E o meu?
- Seu nariz é maior que o do avião, pai.

Já sentados toca a campainha de apertar cintos.
A Lucia grita:
-QUEM É???

O piloto diz
- Boa noite senhores passageiros...
Ela arregala o olho:
- O avião falou boa noite!!
E deita no braço da cadeira e fecha o olho, rindo

Um pouco antes da decolagem ela pergunta quem dirige o avião. Eu digo que é o piloto. Ela pensa por um minuto e grita umas três vezes
-O PILOTO É MALUCO!!

Cada vez que o piloto dizia “Curitiba” ela arregalava o olho e dizia
-CURITIVA! A gente vai pra lá!
(O mesmo pra São Paulo, na volta)

Olhando a cidade de cima, de noite, eu aponto pra ela:
-Olha, Lucia, a cidade”.
Ela diz
-Parece uma maaaaaaar

-Pai, cabe muita gente no avião?
-Cabe sim, filha
(ela mostra cinco dedos) -Isso?
-Mais, filha
(mostra dez dedos) -Isso?
-Muito mais, filha.
(Ela olha pras mãos e diz) -Não tem mais!
-Filha, ia precisar usar as mãos de todos os seus amiguinhos da escola pra contar
-É? Mas eles não vieram, pai!

Outra da sala de espera:
- Você é meu pai!
- Eu sou seu pai.
- Você é meu namorado!
- Eu não sou seu namorado.
-Não?
-Não.
- Então quem é?
- Você está perguntando isso pra mim?
-Mmm. Meu namorado é o Pedro!


Aí ela resolve cantar Michelle, dos Beatles.
-Micheeeeelle. My belle...
(nisso eu emendo a nossa versão) Lulu, meu xuxu, você é um urubu...
- Eu não sou urubu!! Você é um urubu. Eu sou urubuzinha.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma nhá benta de aniversário

Semana passada tivemos aniversário versão ultra-intimista: de manhã, uma nhá benta com uma vela em cima, e papai e mamãe cantando parabéns juntos. Ela adorou. De noite, visita do Tio Tequila e risadas sem fim.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lucia faz 3 anos


Era uma notícia. Virou um feijão. Um feijão mágico, com quatro pixels piscantes que o médico chamou de coração. Virou um teste de Rorschach. Virou um 4d em que só se falava no nariz. Virou uma coroa de cabelos aparecendo por entre camadas de pele, alavancada por um garfo de churrasco e fez plop, três anos atrás. Deu tchau pra placenta, pro mecônio, pro vernix e deu oi pro leite e pros seus pais. Ela cabia no meu antebraço.

 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os Super Pais

A pedidos da Angi, escrevi sobre o pai como um super herói, para fechar uma série de matérias sobre as super mães. Achei que ficou legal, mas afinal, eu sou supeito. Quem quiser ler, está aqui: http://maedeguri.blogspot.com/2011/09/superpai.html

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu derreti

Liguei para falar com a Lucia no telefone. Ela disse que me ama. E que está com saudades. Eu derreti. Dissolvi. Fez valer toda minha semana. Fez valer todas as últimas eras geológicas do planeta.

Instagraminhas do mês

Feliz com a camiseta nova de baby Chtulu

Almoço animado

A Iluminadinha

Eu também sou baby chtulu

Lucia e Vovô

We love padaria

Dormindo como uma iogue na estampolândia

Acordou o padrinho, finalmente

Desenhou a vovó!

Meu afilhado virtual tirou a Lucia pra dançar. Eu rosnei pouco.

Em junho de 2010 fui convidado pra ser padrinho de um chá de bebê virtual, promovido por uma pomada. Os grávidos eram o Hilan e a Luiza, do Potencial Gestante.

Acabamos ficando amigos e, no começo deste mês, tive a honra de conhecê-los pessoalmente. O trio visitou a Lucinha e eu. Ela se entendeu direitinho com o pequeno Benjamin, meu afilhado mais inteligente. (e, confesso, o único)

Aqui os pais felizes com suas crias, e para ler toda a aventura do Benjamin, passa lá 



E aqui, a Lucia dançando feliz com o Benji

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Agora à venda também em e-books

Como vocês são muito high-tech, para quem quiser tem versões digitais do Diário de um Grávido e Como Nascem os Pais!

Livraria Cultura

Submarino

Livrarias Curitiba

Como Nascem os PaisDiário de um Grávido: O Livro

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Você é muito mais velho do que parece.

E assim as pessoas já estão prestes a me atirar pedras, em especial as damas, às quais adianto, todas vocês parecem muito mais jovens do que afirmam ser, tá?

Nos meus dois livros eu fiz uma brincadeira, que a Lucia morava no meu saco. Minha editora quase me enforcou, dado que ela detesta essa graça, e até um leitor que escreveu uma resenha divertida no skoob disse que eu sou complexado com isso. Morri de rir.

Um homem produz 100 milhões de espermatozóides por dia. Depende de vários factores, não convém comentar, mas em 70 dias isso equivale à população atual do planeta, não fossem a maioria dos espermatozóides uns inúteis ou desorientados [ insira piada sobre o gênero masculino em geral ]. Na verdade, o processo de produção para cada espermatozóide leva mais ou menos setenta dias.

E as mulheres? As mulheres já nascem com todos os óvulos que vão ter a vida inteira, algo entre meros um e dois milhões.

Meu ponto? As mulheres já nascem com os ovos. O ovo que deu origem a mim já existia dentro da barriga da minha avó. Se o espermatozóide vencendor que eu fui é de 1974, o óvulo, metade essencial desse feliz encontro já existia em 1951.

PS: desculpa, mãe, pela indiscrição.

(Ilustração by Souzacampus)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Serralheria do Doutor Neural

Eu não ronco.

Sei que todos proclamam-se inocentes mas eu não ronco.
Tirando quando estou bêbado, muito cansado e dormindo de barriga pra cima.

Tem umas duas semanas, quiçá dois meses, que tenho roncado. Eu não me ouço roncar, mas tenho acordado com a garganta e o céu da boca meio ásperos. Me disseram que eu ando roncando mas, claro, eu não acreditei.

Até que um dia, cochilando no sofá, eu acordo com a Lucia me cutucando,com aspecto indagativo e dizendo: "QUÊ QUE VOCÊ TÁ FALANDO? QUÊ QUE VOCÊ TÁ FALANDO???"

Droga.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vírgula pai

Lucia descobriu um botão que aumenta a chance de seus pedidos serem atendidos em pelo menos 43,7%: vírgula pai. Vamos dizer que, hipoteticamente, ela queira leite com chocolate:
"Faz leite com chocolate pra mim, PAI?"
Pronto, to quase fazendo. Aí ela apela pro nível dois:
"Faaaaaaz, Paaaaaaai?"
Pronto. Vírgula pai é como o Remy de rattatouille, é o comando que transforma pai em marionete.
Quando ela quer colocar o nível de persuasão no máximo, ela apela pro nível 3, o defcon final, o equivalente a um parasita cerebral escravizador:
"Papai (r)enato, faz chocolate?" Variações incluem "meu papai" "papaizinho querido" e "pai você é engraçado"

Pronto, tá tudo dominado. Será que algum dia ficarei imune a esses pequenos encantos?
"Pai, empresta a chave do carro"
"De jeito nenhum filha, você é muito nova pra isso"
"Ah papaizinho querido, empresta, só um pouco..."
Corta para o pai correndo pela garagem atrás do carro, se perguntando não só como ela alcançou o pedal, mas também como conseguiu sair da vaga.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lançamento de "Como nascem os pais" no Jornal da Globo

Eu odeio o despertador. É insidioso o modo como ele entra no seu sonho, finge fazer parte dele, fisga sua atenção sonhadora e enfim fisga você para o mundo acordado, como o pescador tira o peixe da água. E apesar de, desta vez, ele ter me tirado de um sonho horrível em que iam amputar meu pé, ainda assim ressinto o desgraçado. Despertador maldito. Depois de resmungar por uns cinco minutos, pego o celular pra ver se tem alguma urgência no meu email ou se posso dormir mais uns minutos. Trezentos emails. Como assim? Pronto, quebrou meu email. Só pela centésima mensagem eu entendi o que aconteceu - saiu ontem a matéria no Jornal da Globo! Eu, minha cara de bobo, e a Lucia, mais mordível do que nunca. Pra quem não estava acordado, dá pra assistir aqui:
http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/redes-sociais-mudam-jeito-de-se-comunicar-atraves-da-internet/1602357/


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Super agradecimento

O trailer do livro está lá, batendo nos 2000 views, e, só no facebook, foi divulgado por 675 pessoas. Um prazer e uma honra conhecer pessoas de tão fino trato e bom gosto.















E pra quem não viu ainda...




terça-feira, 16 de agosto de 2011

O ataque do cardume ocular

Meu dia dos pais foi de uma tranquilidade ímpar (LINK), mas só na segunda veio o “presente” da escola. É uma sacola, ainda que eu não confiasse nela para carregar mesmo vento ou folhas secas. Tem uma frase que beira o piegas, se é que não o ultrapassa largamente. E tem um print do pezinho da Lucia. Uma verdadeira patorra, se comparado o print do teste do pezinho. E pela velocidade com que os tênis deixam de servir nessa casa, o processo continua. Mas o que eu queria saber é como essa sacolinha conseguiu atrair um cardume, ou melhor, um verdadeiro enxame de ciscos na direção dos meus olhos?


Update: estão dizendo que é um lixinho para carro e não uma sacola. Não sei se fico mais chocado com a pachorra da sugestão ou com a ideia de que provavelmente é verdade.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pais Rehab - o documentário

Pela foto, parece que estou mesmo prestes a ir pra uma rehab clinic. mas eu disse no, no no no.
O Documentário ficou ótimo!!



Descrição oficial:

Pais Rehab teve como principal objetivo discutir novos paradigmas da realidade masculina no papel de pai, que vem sofrendo constantes transformações como consequência do crescente poder feminino, e se reabilitando em papéis mais proprietários e relevantes.

Para este estudo falamos com 300 pais, classes ABC, 18-45 anos, casados, solteiros e divorciados. O documentário produzido tem a intenção de apresentar alguns desses pais, revelando o início dessa movimentação de papéis e transformação da identidade masculina e paterna.



Como Nascem os Pais - fotos do lançamento













Quem quiser ver o álbum todo, tá aqui:
Fotos do lançamento.

Agradecimentos especiais à Patricia Bruni, Carla Formanek, Samantha Shiraishi, Daniele Marques, Luiza Voll, Pedrinho Fonseca e as meninas do Qype, pelas lindas fotos.