terça-feira, 23 de abril de 2013

Eu prefiro uma filha menos órfã

Sedentário há uns dez anos, resolvi entrar em uma academia, pensando que isso pode ajudar a Lucia a não ficar órfã.  Estou lá naquele imenso trambolho que chamam de elíptico, e como em uma elipse verbal, minha vontade é desaparecer.

Mas a professora mandou correr, ou sei lá, elipsar por meia hora, com velocidade acima de seis. Quando ela volta e pergunta, conto, suado e arfando, que mantive acima de sete. Ela me dá parabéns. Fico todo feliz, reparo que é o mesmo sentimento de orgulho de uma criança que fez cocô no lugar certo, e súbito me sinto um retardado emocional.

Enquanto isso, a Lucia não apenas faz cocô no lugar certo, como está aprendendo a ser auto-limpante. De verdade, não que nem aqueles fornos que vendiam e que não eram auto-limpantes porra nenhuma., apesar de dizerem o contrário.

Tenho aqui comigo que quando ela aprender a se limpar sozinha e fazer seu próprio leite “de chocolate”, sem confundir um com o outro, eu devo ganhar uma hora de sono pela manhã.

Adicionalmente, também tenho aqui comigo que vão ser amargas horas de sono e que vou morrer de saudades do tempo em que ela me acordava pra preparar o leite dela toda manhã.



Em tempo, alguns instagraminhas para começar a compensar essa minha ausência por aqui. Obrigado a todo mundo que me cutucou nesse meio tempo!

Arte em alimentos é mais difícil do que parece.
Acreditem ou não, ela comeu as duas.

Também comeu todo o sorvete, que é conhecido por
causar olhos de mangá em crianças.

No dia em que ela me perguntar como nascem os bebês,
vou mostrar essa foto e dizer que é mais ou menos assim,
mas com menos espaço de manobra.

"Me come, Lucia, me come", disse a comida, com grande sucesso.

OHHHHMMMMMM
(como em ohm my god, derreti agora)


O Bukowski que ganhei da Confeitaria,
a revista onde mais tenho gostado de escrever.
Isso quando.

Filhos: uma viagem sem ácido.
Dizem.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Amor de irmãs

Toda vez que vejo essas duas juntas eu fico emocionado. 
Maria, minha para-sempre-enteada, e Lucia, meu coração-que-anda.

2008

2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma Diva de quatro anos de idade

Essa é a Sofia, minha sobrinha.
Ela canta como um albatroz gracioso em um entardecer de outono em Praga, o que não sei bem se é verdade, dado que nunca vi um albatroz gracioso, ou um albatroz, ou mesmo Praga. E assim como o vôo do Albatroz, a música parece não ter hora para terminar.

Ela se move pelo palco com presença de quem comprou o lugar, com a graça de quem ganhou ele de presente, e com o charme de quem ainda precisa fazer por merecer.

Ela mexe as mãos como se a Marisa Monte, a Ella Fitzgerald e uma dançarina de flamenco do ventre tivessem, de alguma forma, acasalado entre si e formado um único bebê.

E, mais que tudo, ela é a prova viva que eu sou tão babão como tio quanto como pai.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dez mil razões para beber

Dez mil pessoas sem noção muito legais e que eu amo já curtiram a fan page do Diário de um Grávido no Facebook.

E você, já conhece?
Passa lá: https://www.facebook.com/diariogravido

E obrigado ao Souzacampus por essa e todas as ilustrações.

segunda-feira, 18 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Falando de sexo, ou não.


Momento clássico da vida de pai separado: uma pergunta fundamental é feita pela primeira vez... mas na sua ausência.

  Ana, Dona Mãe da Lucia me mandou esse e-mail:

-Mãe, eu nasci de cabelo pretinho, né?
- Sim, filha, beeeem preto, muito cabelo.
- A minha vó Celiane não nasceu de cabelo vermelho, sabia? Eu queria ter nascido de cabelo amarelo, é mais bonitinho.
(tudo isso na privada)
-Mãe, foi o Deus do Céu que colocou os bebês na sua barriga?
-Então, filha, foi assim, a semente do papai se juntou com a minha semente na minha barriga.
-E virei eu?
-Sim, virou você.
-Eu era duas células grudadinhas?
-Sim.
-Mãe, eu quero ter seis células menino e seis células menina e a minha família vai me ajudar a trocar a fralda das células.
-Então, filha...
-Mãe, mãe, mãe, mas antes que quero te pedir uma coisa muito importante: pega outra semente do meu pai e faz um irmão menino na sua barriga, puuur favor. Eu quero que ele me ajuda a trocar a fralda das minhas filhas células quando ele crescer.
-Filha...
-Mãe, pode ser de cabelo pretinho mesmo, eu não ligo.

Eu puxei esse assunto depois com a Lucia, mas ela só disse que os bebês vêm da barriga. E foi gentil o suficiente pra não fazer nenhuma piada com a minha. E eu, que estava prestes a contar a história de quando ela morava no meu saco, ou dizer que os bebês vêm de um lugar que se chama bebelândia, um lugar fedido e barulhento, mas muito fofo, ou contar que quando chega a primavera, a cegonha cheira uma flor, engole uma abelha cheia de pólen e depois fica muito safada. Aí, eu provavelmente me daria conta da idade da minha interlocutora e sairia correndo pra procurar "de onde viemos", ainda que mesmo esse livro pudesse mudar pra sempre o conceito de cócegas.

Ou, a melhor saída de todas: pra responder a pergunta de onde vêm os bebês, eu explicaria a origem do universo e da matéria, a formação das primeiras estrelas, fornalhas de elementos mais pesados, chegaria ao ferro, forjado em estrelas de terceira geração, a formação dos planetas, e como todas as moléculas dela são poeira de grandes estrelas, o início da vida, possivelmente em uma proteína autorreplicante, os primeiros seres unicelulares, todo o percurso evolucionário, a reprodução sexuada e as vantagens e desvantagens da troca de genes, gastaria um capítulo todo falando sobre o engracadíssimo Prêmio Darwin, que homenageia os imbecis que melhoraram o pool genético da humanidade ao se remover dele de maneira estúpida, e, com sorte, até eu chegar na parte da reproducão de humanos modernos, ela já teria uns 15 anos.

Aí, quando ela finalmente me perguntasse qual a diferença entre um 369 e um 469, eu poderia morder um dente falso, daqueles com uma cápsula de cianureto dentro, e morrer com a tranquilidade de quem morre na hora certa.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A maldita tampa da privada

O que elas acham que acontece.

- Pronto, Lucia. Agora vai fazer xixi antes de dormir.
- Paaaaaai, vem cá!
- O que foi, filha?
- Você fez xixi aqui?
- Errrr. Sim. Porquê?
- Porque você esqueceu de abaixar a tampa.
- (silêncio)
- Pai, você esqueceu de abaixar a tampa, né?
- Sim, filha, eu não abaixei a tampa.
- Como você é esquecido, pai.

O engraçado é que esse assunto nunca tinha aparecido em casa, e essa mini-mulher de quatro anos de idade já tomou seu partido.

Liguei pra mãe da Lucia: "vem cá, como isso está funcionando na sua casa?" Ela contou que como são três ou quatro fêmeas e dois machos, funciona assim, se um dos rapazes não abaixar a tampa, as mulheres vão em coro repreendê-los pela casa. Coitados.

Ela perguntou como estava funcionando na minha. Eu disse: que quem precisa levantar a tampa levanta, e quem precisa abaixar, abaixa. Se olhar antes de sentar não vai cair lá dentro e molhar a bunda.

Ela pareceu chocada, e comentou que as duas tampas precisam ficar abaixadas, em especial na hora de dar descarga, ou gotículas de privada voam na escova de dentes.

Por um lado, faz sentido. Mas aí eu perguntei:
- As gotas voam pra fora da privada, certo?
- Certo.
- Se você desce a tampa, elas voam na tampa, certo?
- Certo.
- Então, a tampa é a coisa mais contaminada do planeta! Não daria nem pra encostar!
- VOCÊ ENCOSTA NA TAMPA?
- Não muito. (melhor levar o celular, para não precisar contemplar a própria mortalidade, e assim a gente acaba inclinando pra frente.) Mas a Lucia sempre encosta, se esparrama...
- Rê!! Não deixa!
- Bom, vamos fazer assim. No banheiro dela, ela deixa a tampa abaixada. E no meu, eu deixo como quiser.

Disse e fui escovar os dentes. Na hora de guardar a escova no copo, ali na pia, olhei pra privada aberta, olhei pra escova, olhei pra privada e coloquei a escova de ponta cabeça.

Lá no South Park Studios, a morte da mãe do Clyde, que esqueceu de levantar a tampa.

trailer:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Fermento do interior

Minha princesa voltou da sua viagem de Natal toda enorme, falante, dizendo que estava com um arco-íris de todas as cores de saudade, que ela adorou a viagem, e que bom que eu não tirei a barba.

Pronto, ganhei o dia - de novo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal

Ilustração: Eduardo Souzacampus.
Mas, diz aí: ele está entregando ou retirando, afinal?
Se eu escrevesse uma carta pro Papai Noel, ia pedir pra ele parar de espiar as crianças no banho.

Lá na Coluna Vida de PaiPapai Noel, velho batuta.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O tempo é inexorável...

Lembram daquele bebê pequenininho que cabia no meu antebraço?

Preciso voltar pro meu planeta agora. Adeus e obrigado pelos peixes.
Se carinho de pai pudesse ser engarrafado a indústria farmacêutica iria à falência.
Aquecimento Global
Enquanto isso, às cinco e meia da manhã...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

blablablá aniversário whiskas sachê

Essa causou polêmica.

Teve quem adorou e teve quem achou execrável.
Mas resolvi me dar de presente de aniversário essa pequena ousadia.

Vida de Pai: "No tempo em que festejavam o dia dos meus anos..."

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Desenhos explicados

Ilustração: Eduardo Souzacampus



Na coluna Vida de Pai dessa semana, eu peço pra Lucinha me explicar os desenhos dela.

Esse aqui debaixo é um deles.
Leia tudo em: http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/11/26/esta-tudo-desenhado/

Lucinha e o monstro de um olho só.
Mas pra mim parece um pássaro irritado e vermelho, de perfil






terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vida de Pai: metalinguística para crianças

Ilustração: Eduardo Souzacampus


O Vida de Pai dessa semana traz uma homenagem a um personagem que marcou as infâncias da minha família...

...e uma homenagem à minha mãe, que percebeu logo que eu tinha uma quedinha pela metalinguística.

Lá no Vida de Pai:
http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/11/12/hora-da-historia/

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Bailarina Ninja

A mãe da Lucia já foi bailarina. E eu, instrutor de Kung Fu. A Lucia conseguiu combinar exemplarmente o espírito das duas coisas, e diz por aí que ela é a Princesa-Ninja-Bailarina.

Vira e mexe surge algo assim na brincadeira “Então você é o papai ninja e eu e o ursinho somos os filhinhos ninja”,  ou ainda, “Paaaaaai, quando você era professor de ninja, podia fazer pintura também?”

No espírito, achei dois tubos de papelão na rua e trouxe pra casa, pra gente brincar de lutinha. “Ecaaaa”, dirão as mães, “trouxe da rua!” “Lutinhaaaaa”, dirão os pais. “Você queria ter tido um meninooooo?” perguntarão as pessoas que acreditam na dualidade azul e rosa, e, finalmente, “Que quebra interessante de esterótipos de gênerooooooo”, dirá ninguém, infelizmente.

A Lucia é uma linda e usa o nunchaku com a graça de quem penteia o cabelo, ou talvez seja o contrário.






(A Juliana me deu um puxão de orelha nos comentários, pra eu não deixar de registrar os momentos da Lucinha aqui, e ela tem toda a razão.)




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Quer ganhar um livro?

A Bia é uma menina que tem algumas das frases mais desconcertantes que os filhos podem dizer. E a mãe dela, a Isabela, está fazendo um sorteio para comemorar os três anos do Para Beatriz, onde isso tudo fica registrado.

É bem fácil de participar e tem “chances extras” rolando. Os prêmios são meu singelo livro, favores sexuais, jóias e uma espécie de cofre-yakult da Yumiland

 Afim? Passa lá!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os pretendentes infantis e o deja vu dos leitores fiéis

Hoje tem coluna nova, sobre a dura vida de pai de menina e os pretendentes infantis. Os leitores fiéis, que amo de coração, podem ter a sensação de já terem visto isso antes, e de fato, me escondo atrás do Nelson Rodrigues, que disse que a boa piada, dita uma vez só, permanece inédita.

Claro que tem desdobramentos novos sobre o "namoro" com o Pedrinho... Como a coluna tem um alcance maior que o blog, achei que valia a pena escrever sobre esse tema lá, apesar do Deja Vu. Acho que faz parte, mas só queria deixar esse recado pra vocês, que me acompanham desde sempre, não me mandarem ir catar coquinho no milharal.

A coluna de hoje do Vida de Pai está aqui: http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/10/29/pai-de-menina/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Quem perdeu o manual de instruções?



Pode ter sido algum bisavô. Ou um homem das cavernas. O elo perdido, um mamífero ancestral ou até uma proto-ameba. O fato é que alguém perdeu esse maldito manual, e ele está fazendo falta.

Coluna nova lá no VidaDePai.com.br 

Crianças: manual de instruções


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Programe ou seja programado


A tecnologia molda como recebemos informação, como participamos na sociedade e como nos relacionamos.
E quem molda a tecnologia?

 A coluna de hoje no Vida de Pai fala sobre como preparar as crianças para exercerem esse papel.

   http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/10/08/quem-programa-seus-filhos/

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quatro anos de idade


A coluna dessa semana lá no Vida de Pai é sobre o aniversário da Rapunzelita. Fiz uma pequena retrospectiva, e quem segue o blog faz tempo já deve imaginar à que conclusão eu cheguei... :)

http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/10/01/1460-dias-com-a-pequena-rapunzel/



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Ser pai é calejar o coração dos filhos

Ilustração: Eduardo Souzacampus


Essa frase, do escritor José Ruy Gandra, é uma lição de vida, e o tema da coluna do UOL de hoje, como sempre, lindamente ilustrada pelo Souzacampus:

http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/09/28/ser-pai-e-calejar-o-coracao-dos-filhos/

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sobre a invisibilidade paterna

ilustração: Eduardo Souzacampus
Gravidez virgem, boto cor-de-rosa... Tem gente que acha mesmo que o pai é um mero acessório, isso quando não completamente desnecessário. Eu sei, a gente é meio desastrado mesmo, mas o pai é o pai.

Esse assunto é o tema da coluna de hoje lá no Vida de Pai. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como sobreviver a um ataque de manha?

Ilustração: Eduardo Souzacampus.
Essa coluna ganhou três opções de ilustração... Eba!

A melhor forma de evitar um ataque de manha é usar camisinha alguna anos antes. Como isso parece estar fora de questão, a segunda melhor forma é o tema da coluna de hoje lá no Vida de Pai.

Passa lá!
http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/2012/09/21/manha_e_birra/

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Adeus, Revista Crescer.

Hoje, não sem uma ponta de tristeza, faço minha despedida como como colunista da Crescer.

Foi um período muito ótimo, trabalhando com uma equipe muito fera, a quem sou super grato... E gosto muito das colunas que nasceram nesse meio tempo.
Pra quem quiser ver, são essas aqui.


Mas tem uma notícia boa também:
hoje estreia minha coluna no UOL, Vida de Pai!
http://vidadepai.blogosfera.uol.com.br/

Ah, e tem mais: as colunas vão ser lustradas por ninguém menos que o Eduardo Souzacampus! eeeee!

Olha aqui o que ele aprontou pra coluna de estréia:

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Crítico Infantil: O Diazepam.

Levei a Lucia, minha pequena, e a Maria, minha para-sempre-enteada para assistir ao filme “O Lorax – em busca da Trúfula perdida.”. Isso já tem um mês ou dois...

Pra começar não sei porque fiz isso, detesto o Dr. Seuss. Também detesto musicais, mas eu não sabia que era um, então essa foi uma surpresa desagradável, não um obstáculo enfrentado voluntariamente.

Já é estranho o personagem principal ter o nome de um famoso benzodiazepínico, vulgo calmante. Ele é meio chato. E a tal da Trúfula, cujo nome parece com trufas, aquelas encontradas por porcos e vendidas a preço de ouro. Até que tem a ver, pensando bem.

A coisa mais legal do filme é essa moto.


Em vez de ficar aqui falando se a mensagem ecológica do filme está certa ou mal-guiada, vou por outro caminho (e spoiler alert): A culpa é da família.

Sim, a família é o vilão do filme, ela não se redime e sofre de desmesurada ganância. Já o personagem que é responsável pela catástrofe natural, tem outros problemas. Ele é rejeitado pelos familiares, que têm certeza que ele não vai dar em nada na vida. E a busca dele não é outra senão agradar aquele bando de sanguessugas.

Ele até consegue chegar em uma situação de equilíbrio com a natureza, mas tudo vai pro buraco pela ganância daquela família horrorosa, que resolve devastar tudo. E nosso herói se omite, para não perder o suposto amor do seu clã. E acaba perdendo até sua identidade para ser finalmente aceito.

Só que quando não tem mais árvores, ou dinheiro, eles vão embora e elegem um novo filho favorito.

A Maria não gostou do filme. A Lucia não gostou de quando acabam as árvores e ficava perguntando “ele está triste?” óin. Depois ao menos ela ficou feliz com a semente que promete a volta das árvores.

Moral da história? Odeio musicais.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Era uma vez uma princesa com sabor de sal




Todas as doenças que as crianças têm, até mesmo uma pequena gripe, são de partir o coração dos pais. Mas por mais duro que seja, quanto antes for o diagnóstico, mais chances tem o tratamento, no caso das doenças curáveis, ou mais qualidade de vida a criança pode ter, no caso das incuráveis.

A doença do beijo salgado é a Fibrose Cística. Ela pode ser detectada logo cedo, já que é uma doença genética, pelo primeiro exame de sangue, o teste do pezinho expandido (o teste é expandido e não o pezinho, vejam bem), ou pelo sabor acentuadamente salgado que pode ser percebido ao beijar a criança.

Apesar de não ter cura, com uma série de procedimentos, que incluem fisioterapia, alimentação adequada e medicamentos, os portadores podem ter  mais qualidade de vida.

Para quem quiser saber mais, aqui nesse site tem informações e um vídeo em estilo “conto de fadas” que explica melhor.

  http://www.beijosalgado.com.br/

Publi: Esse post de utilidade pública foi trazido até você pela Campanha Nacional de Conscientização e Divulgação sobre a doença do Beijo Salgado. Eu sei, o nome parece brincadeira, mas é sério.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Faça seu próprio game

Existem vários jogos legais para crianças, mas que tal fazer o seu?

 

 Adorei o conceito e logo mais vou fazer um joguinho pra minha princesa.
Ou,  mais provável, ela que vai fazer um pra mim.

Ah, é grátis.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pais e filhas

Esse texto, fenomenal, foi escrito pelo Fabrício Teixeira, que nem é pai, lá para a Confeitaria das palavras.

Aqui um trechinho:

Quando você era pequena, eu sempre agachava para te ouvir quando você queria falar alguma coisa para mim. Foi uma coisa que eu percebi nas famílias que eu observava por aí: quando os pais não agacham para ouvir os filhos, os filhos acabam falando mais alto, porque é da natureza humana querer ser ouvido. E eu nunca quis que você se transformasse em uma dessas pessoas que falam alto porque precisam ser ouvidas a qualquer custo.

Quer ler o resto?
http://confeitariamag.com/fabricioteixeira/de-para/


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Book trailer: Como nascem os pais (versão deja vu)

Um ano atrás, inspirado pelo book trailer que o J.C. Lollo fez para o livro dele, “Quem soltou o pum”, resolvi fazer um também.

Revendo o vídeo, fiquei emocionado com o imenso caminho que a gente percorreu. Não só pela diferença de desenvolvimento da Lucia nesse tempo, e não só por quão lindinha ela era, e tudo bem, porque continua e vai sempre ser pra mim. Acho que foi, principalmente, por pensar em tudo que aconteceu nesse ano, inclusive uma separação, e que a Lucia está bem.

A vida não é fácil pra ninguém, e cada pessoa tem seus desafios. A Lucia também tem os dela, e que bom que ela está desenvolvendo suas ferramentas pra lidar com tudo que a vida tem apresentado. 

Agora ela é toda eloquente, e ao ver a capa do livro, em que ela monta o próprio pai, correu pra me falar  “Lembra, fui eu que pus um coração em você, não foi, paaaaaaai?”.
Foi sim, filha, foi sim.

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sugestão desinteressada de presentes para o dia dos pais

Os futuros pais não sabem o que os aguarda. E os que já são pais  merecem rir, nem que seja pra não chorar. Em qualquer caso, duas ótimas, isentas e imodestas sugestões de presente:



O Diário de um grávido e Como nascem os pais estão com 30% de desconto em livrarias selecionadas, tanto de tijolos quanto na internet, como FNAC, Saraiva, Livraria daFolha, Summus e várias outras.

Escolha sabiamente e receba os louros da glória por um presente tão legal, de um autor tão humilde. Ou entrega aquela meia/gravata/cueca/caneta que você comprou e se prepare para mais um ano de ostracismo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

e está no ar...

Eu e a Lucinha gravamos um comercial pra TIM.
Fiquei emocionado, mas eu sou suspeito...




O filme é esse aqui:


Um beijo enorme pra todo mundo da AD Studio que teve o maior carinho durante o processo todo :)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Os filhos e as dores na coluna

Já faz um tempinho que comecei a escrever uma coluna pra Revista Crescer. Eles ainda não se empolgaram pra publicar a coluna que eu escrevi, supostamente, direto da penitenciária, mas as outras tem saído todo mês na revista e toda semana no site.



Aqui fica o  índice.


E abaixo, as que já saíram:
Cinco coisas pra fazer enquanto a cria não volta de férias
Para não morrer de saudade, tente se distrair com essas dicas

Síndrome do ninho vazio
Tão longe, mas tão longe

Pequenos pretendentes
O que fazer quando os interessados começam a aparecer tão cedo

Palpite no bebê dos outros é refresco
Todo mundo quer dar palpite. Mas quem você vai ouvir?

Pai Versus Mundo
Esta semana nosso colunista esperneia contra um dito popular

7 maneiras de (não) fazer seu filho dormir
Nosso colunista fala sobre jeitos nada ortodoxos de fazer uma criança dormir

A amnésia dos primeiros meses
Se a sua memória desse período é um borrão, talvez tenha uma boa razão pra isso

Atropelamento constante
Nosso colunista fala sobre as surpresas que só um filho é capaz de fazer

Como pensam os grávidos
Ótima pergunta. Quem responde é o nosso novo colunista

sexta-feira, 20 de julho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Little Rock Star

Em algum momento eu escrevi sobre como são detestáveis as pessoas que dão instrumentos musicais pras crianças... dos outros. Ou brinquedos barulhentos, bonecas com músicas repetitivas... Olha, é motivo pra entrar pra lista negra pra sempre um crime desses.

 No aniversário passado a Lucia ganhou uma bateria da Tia Nara. Nada menos que uma bateria! Os vizinhos já fizeram fila na porta pra pedir o endereço dela.

Tendo dito isto, que coisa linda a pequena batucando. E já toca melhor que eu, que desafino até campainha. Tão linda que sou capaz até de perdoar o crime. Só não contem pra ela -  não é porque a gente adora a Tia Nara que ela pode escapar assim impune.


 

terça-feira, 5 de junho de 2012

No céu dos cachorros

É muito raro eu publicar um texto que não seja meu.
Mas li esse aqui no Facebook da Soraia, que foi a editora dos meus dois livros.
Sim, aquela que fez um trabalho fenomenal e que não gostava que eu dissesse que a Lucia morava no meu saco.
Aposto que ela vai aparecer nos comentários e lembrar que ela deixou essa piada passar, mas que da quarta vez que eu escrevi isso, no mesmo livro, ela se revoltou.

Achei o texto lindo:
...
Desde que a Lavínia nasceu conversamos muito com ela. Aliás, acho que já conversávamos assim quando ela estava na minha barriga. Mesmo que ela não compreendesse, sempre explicávamos qualquer situação – boa ou ruim – que estivéssemos enfrentando. Até quando ela ia tomar vacina avisávamos antes. O resultado é que, além de ela ter um vocabulário fantástico, confia demais em nós e se sente segura mesmo em momentos de tristeza.

Ontem fiquei sabendo que a golden do meu irmão, a Wendy, ficou muito doente e não ia resistir. A Lavínia é simplesmente apaixonada por essa cachorra. No caminho para casa, decidi que não ia dizer nada antes que a Wendy partisse, pois não queria que a Ná sofresse duas vezes. Porém, quando ela abriu a porta da sala e eu olhei nos olhos dela, não consegui disfarçar. Ela imediatamente me perguntou o que estava acontecendo. Me abaixei, segurei sua mão e expliquei que a Wendy estava muito doentinha. Nesse momento, o Carlos se aproximou e nós todos ficamos bem juntinhos, chorando baixo.

Lavínia quis saber por que a Wendy estava doente, quantos anos ela tinha. E qual era o nome da doença. Respondi que tinha sido a mesma doença da bisa e que ambas já estavam bem velhinhas. Ela perguntou se todos os velhinhos tinham câncer.

Chorou muito, um choro praticamente inconsolável. Disse que queria ver a Wendy. Expliquei que ela estava internada e não seria possível ir até Bragança para visitá-la. Pediu para ver fotos delas juntas. Mostramos. Prometi imprimir a que ela mais gosta – em que a Wendy está deitada e a Lavi está deitadinha sobre o dorso dela – para ela colocar no quarto e sempre se lembrar da Wendy. Carlos explicou que a vida é assim, que todos temos nosso tempo e depois morremos. Lavínia disse que tem certeza de que vai encontrar a Wendy de novo. Espero que sim.

Dois pratos de sopa de mandioquinha e seis borrifadas de floral em vez das quatro rotineiras, Lavínia dormiu. Isso nos surpreendeu, pois achamos que ela teria muita dificuldade de pegar no sono. Ao acordar, perguntou se a Wendy já estava no céu.

Às vezes, é muito duro dizer a verdade para nossos filhos. Seria tão bom poder inventar uma história, algo que não os deixasse tão tristes. Mas é nosso dever mostrar como a vida funciona, por mais difícil que ela seja. O importante é estarmos ao lado deles sempre.
...