Orgulho do pai!!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O primeiro colo do pai.
O padrinho da Lucia, aquele mesmo que perguntava se ela gostava da girafa agora é pai. O menino nasceu enorme, com fome e (isso eu não estou mencionando) japonês. Como não tem nenhum japonês na família, o assunto está sendo abafado.
Se bem que os mais geeks sabem que o Luca não é japonês e sim Vulcano, como o Sr Spock de Star Trek. Se é pra ter protuberâncias na testa, que sejam intergalácticas!
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| Live long and prosper! |
É um mundo engraçado. O André que me apresentou a mãe da Lucia, e eu apresentei a mãe do filho dele. Ele é o padrinho da Lucia e eu sou padrinho desse menino espacial aí. E, sabemos, pai é quem cria.
Foi muito legal ir lá na maternidade ver esses primeiros momentos de pai, já que eu estava tão emocionado quando foi minha vez que não lembro de muita coisa. Não consegui acompanhar o parto mas estava lá quando spockinho chegou no quarto.
Cometi uma indelicadeza: filmei. Vou ouvir muito mas estou certo que o futuro me recompensará.
O momento é precioso: o André pegando o Luca pela primeira vez. Digo, fora na sala de parto, onde aquele bichinho sujo lhe foi entregue na mão. Essa é a primeira pegada realmente autônoma.
Reparem no imenso cuidado, no medo que vá quebrar, na falta de jeito - que logo passa, esperamos - e no fato dele dar conselhos para a mãe do bebê, que ela precisa apoiar a cabeça dele. E olha que é ela que tem experiência no assunto!
Realmente dá medo essa primeira vez, é como se fosse de cristal, ou mesmo de açúcar, mas não podemos nos esquecer que nossos ancestrais nasciam no mato, e que esses bichinhos até que são bem resistentes. Olha aqui:
Mas esse cuidado todo não é injustificado, afinal bebê é que nem sabonete na cadeia: derrubou, tá ferrado.
Como recordar é viver, esse aqui foi meu primeiro colo com a Lucia:
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| Oi. Você é meu pai? |
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Antes de ser mãe eu nunca...
Como eu não acredito em reencarnação, não sou mãe e não gosto de ser chamado de pãe, o texto morreria aqui.
Antes de ser pai eu nunca achei que filmes em que acontecem coisas ruins com crianças iam ser um suplício mortal de assistir. Eu nunca achei que piadas com bebês e liquidificadores deixariam de ser engraçadas.
Antes de ser pai eu nunca soube que levava jeito pra coisa e sempre tentei evitar de todas as formas. Não que eu tenha tido muito sucesso, haja visto essa coisinha linda que anda por aí com o nome de Lucia.
Antes de ser pai eu nunca pensei que seria um desses que pega o telefone pra mostrar foto da filha, mas eu tento me controlar. Mas o mais surpreendente de tudo é que antes de ser pai eu jamais poderia imaginar que coubesse tanto amor em mim.
Quer ler os outros?
Antes de ser pai eu nunca achei que filmes em que acontecem coisas ruins com crianças iam ser um suplício mortal de assistir. Eu nunca achei que piadas com bebês e liquidificadores deixariam de ser engraçadas.
Antes de ser pai eu nunca soube que levava jeito pra coisa e sempre tentei evitar de todas as formas. Não que eu tenha tido muito sucesso, haja visto essa coisinha linda que anda por aí com o nome de Lucia.
Antes de ser pai eu nunca pensei que seria um desses que pega o telefone pra mostrar foto da filha, mas eu tento me controlar. Mas o mais surpreendente de tudo é que antes de ser pai eu jamais poderia imaginar que coubesse tanto amor em mim.
Quer ler os outros?
O trecho a seguir é inteiramente roubado de um monte de gente, a começar pela Letícia. Aí me pergunto: ladrão que rouba ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão, ou pelo contrário, cancela e não tem nenhum, exceto no Brasil?

Esse post faz parte da blogagem coletiva proposta pela revista Crescer, em um delicioso encontro com pessoas que dificilmente eu conheceria antes de ser mãe.
Da esquerda pra direita: Gisela da Crescer, Dani Buono da ciadasmães, euzinha, Glau Nunes do coisa de mãe,Carol Passuello do vinhos viagens uma vida em comum e… dois bebês, Anne Rammi do Super Duper, Renato Kaufman do Diário Grávido, Roberta Lippi do Projetinho de Vida, Jorge Freire do Nerd Pai, Priscilla Perlatti, do Mãe de Duas e Sam Shiraishi do A Vida Como a Vida Quer - foto furtada da Dani Buono, que roubou da Anne (Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão, hein, Dani?)
terça-feira, 8 de maio de 2012
A Culpa é da Mãe.
Sim, eu poderia parar aqui e sair por aí dizendo, "viram", "eu sempre soube", "claaaaro" e "surprise!"
E esse é o título de um livro, aliás um super presente, que você pode entregar pra sua mãe ou esposa com aquela cara de quem está fazendo indireta, e se (quando) elas se ofenderem, você diz pra elas lerem, já que a autora parece afirmar justamente o contrário.
Ao que tudo indica tem todo um movimento aí pra eximir as mães de culpa. Coisa de quem tem culpa no cartório? (meu deus que infame, matem-me agora)
Claro que as mães judias já se adiantaram e transmitiram a culpa toda para os filhos.
Aliás a Summus oferece um desconto de 30% pra quem lê o blog e quiser comprar “A culpa é da mãe” no site da editora. É só usar o código “grávido”. (até 13 de maio!)
Agora se você não quer mexer nesse vespeiro e só mostrar que o pai é legal, que sente coisas que as mulheres e mães nem imaginam, ou ao menos que a gente também existe, aí recomendo “Como nascem os pais”. Dizem que é bom.
Ah, para quem estiver em São Paulo, hoje a Natércia Tiba lança o livro “A mulher sem script”, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim. Apareçam lá!
E esse é o título de um livro, aliás um super presente, que você pode entregar pra sua mãe ou esposa com aquela cara de quem está fazendo indireta, e se (quando) elas se ofenderem, você diz pra elas lerem, já que a autora parece afirmar justamente o contrário.
Ao que tudo indica tem todo um movimento aí pra eximir as mães de culpa. Coisa de quem tem culpa no cartório? (meu deus que infame, matem-me agora)
Claro que as mães judias já se adiantaram e transmitiram a culpa toda para os filhos.
Aliás a Summus oferece um desconto de 30% pra quem lê o blog e quiser comprar “A culpa é da mãe” no site da editora. É só usar o código “grávido”. (até 13 de maio!)Agora se você não quer mexer nesse vespeiro e só mostrar que o pai é legal, que sente coisas que as mulheres e mães nem imaginam, ou ao menos que a gente também existe, aí recomendo “Como nascem os pais”. Dizem que é bom.
Ah, para quem estiver em São Paulo, hoje a Natércia Tiba lança o livro “A mulher sem script”, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim. Apareçam lá!
terça-feira, 17 de abril de 2012
Estourou um cano de pretendente aqui ou o quê??
Ser pai de menina é conviver com úlceras imaginárias. E algumas de verdade.
Então vamos para mais uma seção de "Lucia e seus pretendentes".
Ainda que o querido Pedro, o da escola, continue a ser oficialmente "o meu príncipe, sabiiiiaaaaaaa pai?", é bom ele se cuidar, que o reinado está ameaçado.
No sábado, dois grandes concorrentes.
Esse é o João, filho do Pedrinho. Eu e ele chegamos a trabalhar juntos e até aparecemos no mesmo documentário, o Pais Rehab, mas os pequenos não se conheciam ainda. Eles se deram super bem e correram pra lá e pra cá, muito divertido.
O segundo concorrente do sábado era um outro Pedro, namorado da Luiza, e ele e a Lucia se entenderam de cara. Passearam, dançaram e ela até ficou no colo dele vendo bichos nas nuvens!
Domingo, em uma linda festinha, Lucinha se engraçou com o Gabriel. Ela ficou um bom tempo brincando sozinha, mas quando encontrou ele foi uma farra. Entraram no castelinho e ninguém mais podia entrar, derrubaram o castelo por dentro, saíram passeando de mãos dadas e na maior beijação.
Inclusive, no teatrinho, na hora que a música disse "mas tem muito medo é do gavião" e a Lu fez seu gesto de medo do gavião, ele pôs o braço em volta do ombro dela. Mas que FDP adorável:
Duas semanas antes, na festa da Cia das Mães, um outro candidato. não me lembro o nome, mas a história é bonitinha:
Minha primeira reação é sempre mandar essa cambada toda direto pra Legião Estrangeira. Estou revendo isso, porque a Legião não é mais aquela dureza, que guerras a França luta no exterior afinal? Aposto que na Legião tem degustação de queijos e vinhos todos os dias. É bom demais pra eles.
Eu sempre disse que esses "ciúmes" que tenho da Lúcula eram uma forma de ir me preparando psicologicamente pro futuro, pra quando for de verdade eu encarar numa boa. E não é que está dando certo? Gostei de toda essa turminha aí de cima (ainda que, se a Lucia escolher o namorado da Luiza, quem vai pra Legião Estrangeira é ela).
Quando eu virei pai de menina eu tinha medo de não ter nada pra ensinar exceto "o que evitar". Besteira, claro. E por mais que doa, mesmo as más escolhas são importantes, ainda que a gente tenha o papel de avisar mesmo assim (e depois dizer que bem avisou). Mas olha que molecada legal:
O Pedro da escola vem receber ela na porta e pede um abraço.
O João do Pedrinho dança, canta e é adorável e companheirão.
O Gabriel foi química instantânea, mas ao que consta momentos antes ele estava de beijação com a dona da festa. Pensando bem, grunf.
E o menino da areia, autor da aproximação mais delicada que já vi. (Eu, quando criança, só chegava até a a etapa de ficar ali perto sem falar nada.)
Ou seja: com tanta opção legal em volta, a Lucia vai ter que se esforçar muito pra me matar de desgosto quando isso tudo for pra valer.
Então vamos para mais uma seção de "Lucia e seus pretendentes".
Ainda que o querido Pedro, o da escola, continue a ser oficialmente "o meu príncipe, sabiiiiaaaaaaa pai?", é bom ele se cuidar, que o reinado está ameaçado.
No sábado, dois grandes concorrentes.
Esse é o João, filho do Pedrinho. Eu e ele chegamos a trabalhar juntos e até aparecemos no mesmo documentário, o Pais Rehab, mas os pequenos não se conheciam ainda. Eles se deram super bem e correram pra lá e pra cá, muito divertido.
O segundo concorrente do sábado era um outro Pedro, namorado da Luiza, e ele e a Lucia se entenderam de cara. Passearam, dançaram e ela até ficou no colo dele vendo bichos nas nuvens!
Domingo, em uma linda festinha, Lucinha se engraçou com o Gabriel. Ela ficou um bom tempo brincando sozinha, mas quando encontrou ele foi uma farra. Entraram no castelinho e ninguém mais podia entrar, derrubaram o castelo por dentro, saíram passeando de mãos dadas e na maior beijação.
Inclusive, no teatrinho, na hora que a música disse "mas tem muito medo é do gavião" e a Lu fez seu gesto de medo do gavião, ele pôs o braço em volta do ombro dela. Mas que FDP adorável:
Duas semanas antes, na festa da Cia das Mães, um outro candidato. não me lembro o nome, mas a história é bonitinha:
Minha primeira reação é sempre mandar essa cambada toda direto pra Legião Estrangeira. Estou revendo isso, porque a Legião não é mais aquela dureza, que guerras a França luta no exterior afinal? Aposto que na Legião tem degustação de queijos e vinhos todos os dias. É bom demais pra eles.
Eu sempre disse que esses "ciúmes" que tenho da Lúcula eram uma forma de ir me preparando psicologicamente pro futuro, pra quando for de verdade eu encarar numa boa. E não é que está dando certo? Gostei de toda essa turminha aí de cima (ainda que, se a Lucia escolher o namorado da Luiza, quem vai pra Legião Estrangeira é ela).
Quando eu virei pai de menina eu tinha medo de não ter nada pra ensinar exceto "o que evitar". Besteira, claro. E por mais que doa, mesmo as más escolhas são importantes, ainda que a gente tenha o papel de avisar mesmo assim (e depois dizer que bem avisou). Mas olha que molecada legal:
O Pedro da escola vem receber ela na porta e pede um abraço.
O João do Pedrinho dança, canta e é adorável e companheirão.
O Gabriel foi química instantânea, mas ao que consta momentos antes ele estava de beijação com a dona da festa. Pensando bem, grunf.
E o menino da areia, autor da aproximação mais delicada que já vi. (Eu, quando criança, só chegava até a a etapa de ficar ali perto sem falar nada.)
Ou seja: com tanta opção legal em volta, a Lucia vai ter que se esforçar muito pra me matar de desgosto quando isso tudo for pra valer.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Minha mãe que disse
O post de hoje é como convidado lá no Minha Mãe Que Disse, estrelando pérolas como "se você me fizer passar por isso de novo, eu mesma te mato".
Toda a sabedoria da minha mãe, filtrada pela minha absoluta falta de aprendizado.
vai lá!
http://minhamaequedisse.com/2012/03/minha-mae-que-disse/
Toda a sabedoria da minha mãe, filtrada pela minha absoluta falta de aprendizado.
vai lá!
http://minhamaequedisse.com/2012/03/minha-mae-que-disse/
segunda-feira, 19 de março de 2012
Atitude de Pai
Aí que eu fiquei todo doído da Lucia andar de totoca sozinha enquanto eu não estava olhando. Pensei com meus botões (nunca entendi se essa expressão é de alfaiates ou jardineiros): é como uma árvore que cai no meio da floresta onde não tem ninguém. Depois pensei de novo e fiz a coisa mais paterna possível: compensei, comprando um Velotrol lindão, pra ela aprender a andar nele comigo. :P
Na caixa estava escrito: idade acima de três anos. Obviamente que isso era pra usar e não pra montar. Posto que o bixo chegou assim:
Nesse momento o Tequila, que NÃO é o Cachaça, diz "você não vai conseguir montar isso nunca. chama o porteiro". Feriu meu orgulho nerd, challenge accepted, tenho certeza que consigo interpretar esses diagramas mais rápido que o porteiro, só não tenho a mesma habilidade manual ou... ferramentas.
PQP, porque não avisaram que ia precisar de ferramentas?
O primeiro passo é encaixar uma tampinha no eixo. Soa simples, mas é a tampinha que vai segurar as rodas no lugar. o manual diz que talvez precise de um martelo. Talvez.
Para encaixar a primeira tampinha, fiz como mostra a instrução, colocando a tampinha no chão e apoiando o eixo em cima, ao mesmo tempo que faz uma parada de mão e pole dancing. Vinte minutos de força bruta depois, estava feliz com o resultado. That's what she said.
Aí você monta as rodas no quadro, passa o eixo por dentro e põe a tampinha do outro lado. Só que agora você não tem onde segurar, a coisa toda fica caindo, por conta do peso do quadro, você meio que segura com um pé e tenta forçar a tampinha usando apenas as mãos, enquanto o Tequila ri como se não houvesse amanhã.
Nessa hora a falta de ferramentas começou a pesar. Para forçar a tampinha sem machucar a mão, tentei apoiar em uma moeda, o que já é um ato de equilíbrio. Usei o bloquinho do Mimo. Um livro, de lado. Um livro, martelando com a lombada. Um pilão de caipirinha. Um saca-rolhas. Uma panela. O Tequila só não riu porque já estava dormindo.
Poderia continuar com o suplício que foi encaixar a roda no garfo e todas as outras etapas, mas basta imaginar que nada é tão ruim que não possa piorar depois. Duas hroas depois, o Velotrol estava pronto, exceto que os parafusos estavam soltos, já que foram parafusados com a lâmina do saca-rolhas, e tinha uma peça sobrando e outra faltando. Mais meia hora entendi que a peça faltando não existia, e que a peça sobrando não era uma peça, era um ajudador de martelada que teria poupado minhas mãos de tantas bolhas. Also, that's what she said. Colei todos os adesivos, menos os da Barbie, que não é exatamente bemvinda em casa.
Chega o fim de semana, ponho o Velotrol no carro, a Lucia e vou pro meu pai, que tem ferramentas. termino de martelar e parafusar tudo e preparo uma surpresa:
Ela deu uma volta mas não deu muita bola.
No dia seguinte, várias voltas no quarteirão, deve ter pedalado mais de um Quilômetro.
Agradeceu o presente, me deu um beijo no nariz e dormiu que nem uma pedra.
Claro que é muito importante aprender a andar pra frente:
Enfim... quando a gente vê, já foi pra balada.
Na caixa estava escrito: idade acima de três anos. Obviamente que isso era pra usar e não pra montar. Posto que o bixo chegou assim:
| Querido fabricante FDP: já passou pela sua cabeça que o objetivo não é colocar satélites em órbita e sim dar uma volta no quarteirão? |
PQP, porque não avisaram que ia precisar de ferramentas?
O primeiro passo é encaixar uma tampinha no eixo. Soa simples, mas é a tampinha que vai segurar as rodas no lugar. o manual diz que talvez precise de um martelo. Talvez.
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| A ponta do eixo e a tal tampinha. |
Aí você monta as rodas no quadro, passa o eixo por dentro e põe a tampinha do outro lado. Só que agora você não tem onde segurar, a coisa toda fica caindo, por conta do peso do quadro, você meio que segura com um pé e tenta forçar a tampinha usando apenas as mãos, enquanto o Tequila ri como se não houvesse amanhã.
Nessa hora a falta de ferramentas começou a pesar. Para forçar a tampinha sem machucar a mão, tentei apoiar em uma moeda, o que já é um ato de equilíbrio. Usei o bloquinho do Mimo. Um livro, de lado. Um livro, martelando com a lombada. Um pilão de caipirinha. Um saca-rolhas. Uma panela. O Tequila só não riu porque já estava dormindo.
| Este método não funciona. Quem avisa amigo é. |
| Parece pronto mas é uma armadilha. |
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| É pra mim???? |
Claro que é muito importante aprender a andar pra frente:
Enfim... quando a gente vê, já foi pra balada.
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| Born to be Wild! |
segunda-feira, 12 de março de 2012
Sobre momentos perdidos
Enquanto o iG publica uma matéria sobre seis atitudes que as mães podem aprender com os pais, com a participação de um monte de gente legal (e eu, pasmem), me vejo às voltas com outro tipo de problema...
Eu tenho passado bastante tempo com a Lucia, e tem sido ótimo (e cansativo, confesso), mas, neste fim de semana, tive que trabalhar. Estaria tudo bem (dentro do que pode estar bem se você está trabalhando no fim de semana), se não fosse por uma mensagem da minha mãe, doce até, dizendo que a Lucia estava rindo de felicidade porque aprendeu a andar de totoca sozinha, aquele triciclo de criança com pedal na frente.
Me bateu um desespero horroroso, como se eu estivesse perdendo os melhores momentos dela, aqueles que são marcos na vida da criança, de estar na agência enquanto minha filha ficava exultante de felicidade com as suas novas conquistas. Como se eu só ralasse e outros estivessem aproveitando a parte divertida. Fiquei com ciúme, invejinha até. Fiquei em crise, trabalhar pra quê? Pra perder isso?
Só consegui buscá-la bem de noite e ela já estava dormindo, o que por si só já é duro. Coloquei a pequena no carro, e meio sonâmbula, falou que foi muito divertido na vovó dela. Eu disse que estava com saudades e ela respondeu, sem abrir os olhos, "eu também, papai".
Meus olhos encheram de ciscos. Súbito, apesar de todas as perdas, me pareceu uma troca justa: eu trabalho porque eu quero que ela tenha tudo que merece, e um pouco mais. Se eu tiver que morar debaixo da ponte, problema meu, mas ela? Não. E quando ela me disse que estava com saudades, estava me dizendo que eu estava ali sim, mesmo que não tivesse tido essa intenção e fosse só uma sonâmbula falante. Fiquei ali alguns minutos com a porta aberta, olhando essa menininha na cadeirinha do carro, que tinha acabado de conquistar mais uma independência. Lucia, que cabia no meu antebraço.
Tirei os ciscos e me dei conta de algo que já sabia, mas só racionalmente: tudo que eu faço, faço pra ela ter momentos como esse. E que ela, sem perceber, só de dizer que tinha saudades, me deu um imenso abraço com palavras.
Um que eu estava realmente precisando.
Eu tenho passado bastante tempo com a Lucia, e tem sido ótimo (e cansativo, confesso), mas, neste fim de semana, tive que trabalhar. Estaria tudo bem (dentro do que pode estar bem se você está trabalhando no fim de semana), se não fosse por uma mensagem da minha mãe, doce até, dizendo que a Lucia estava rindo de felicidade porque aprendeu a andar de totoca sozinha, aquele triciclo de criança com pedal na frente.
Me bateu um desespero horroroso, como se eu estivesse perdendo os melhores momentos dela, aqueles que são marcos na vida da criança, de estar na agência enquanto minha filha ficava exultante de felicidade com as suas novas conquistas. Como se eu só ralasse e outros estivessem aproveitando a parte divertida. Fiquei com ciúme, invejinha até. Fiquei em crise, trabalhar pra quê? Pra perder isso?
Só consegui buscá-la bem de noite e ela já estava dormindo, o que por si só já é duro. Coloquei a pequena no carro, e meio sonâmbula, falou que foi muito divertido na vovó dela. Eu disse que estava com saudades e ela respondeu, sem abrir os olhos, "eu também, papai".
Meus olhos encheram de ciscos. Súbito, apesar de todas as perdas, me pareceu uma troca justa: eu trabalho porque eu quero que ela tenha tudo que merece, e um pouco mais. Se eu tiver que morar debaixo da ponte, problema meu, mas ela? Não. E quando ela me disse que estava com saudades, estava me dizendo que eu estava ali sim, mesmo que não tivesse tido essa intenção e fosse só uma sonâmbula falante. Fiquei ali alguns minutos com a porta aberta, olhando essa menininha na cadeirinha do carro, que tinha acabado de conquistar mais uma independência. Lucia, que cabia no meu antebraço.
Tirei os ciscos e me dei conta de algo que já sabia, mas só racionalmente: tudo que eu faço, faço pra ela ter momentos como esse. E que ela, sem perceber, só de dizer que tinha saudades, me deu um imenso abraço com palavras.
Um que eu estava realmente precisando.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
As novas aventuras da menina subaquática
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| Cuidado Lucia, a Lola Lambe-Lambe virou uma Lobis-Lontra! |
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| Eu também sou LobisLola papai! |
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| Arghhhhhhhh |
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| (Voz do Vincent Price no final de Thriller): HUAHAHAHAHAHAHA |
| -Vem Lolinha -Essa FDP tá me arranhando, cachorra aquática dos infernos! |
| -Segura o fôlego, filha! -Mas eu não quero segurar o... (tchibum) |
| Viu, não foi tão ruim assim né? |
| -Um beijo pela sua coragem. -Quero ir de novo!! (hahahaha, mentira, ela disse "NÃAAAAO!") |
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Carnaval!
Meu carnaval foi assim... :)
Apaixonado e tranquilo, tirando a lontra na piscina.
(por lontra leia-se uma labradora que acabou de descobrir que ama nadar)
O resto das fotos está aqui na fan page.
Apaixonado e tranquilo, tirando a lontra na piscina.
(por lontra leia-se uma labradora que acabou de descobrir que ama nadar)
O resto das fotos está aqui na fan page.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Como fazer seu bebê dormir
Use clorofórmio.
Ou, se você for contra, algumas táticas adicionais nesse video fofíssimo:
Dica da Fabiane, que viu aqui.
Ou, se você for contra, algumas táticas adicionais nesse video fofíssimo:
Dica da Fabiane, que viu aqui.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Sobre os príncipes, os sapos.
Fiquei super feliz um dia que me contaram que a Lucia disse:
"Eu sou a Cinderela. Mas não tem príncipe aqui. Então vou procurar meu proprio sapato."
Eeeeee!
Ontem estávamos no carro, ela brincando de "eu sou neném", que eu retruco com "então eu sou um dinossauro". "Eu sou neném", "então eu sou um taxi". "Eu sou neném", "então eu sou o Pedro".
Ela arregala os já grandes olhos e me pergunta "O MEU PRÍNCIPE???"
Eu olho pra ela e falo "o seu o quê??"
Ela repete "O Pedro é o meu príncipe."
Silêncio.
Silêncio.
"Ah, que bom, filha."
Bom, que posso dizer?
Pedro, que já apareceu aqui "Lucia e seus primeiros pretendentes" e "Lucia e seus primeiros pretendentes no BBB", entre outros posts... Pois é, parece que você venceu, mas ó, uma dica, melhor não ficar muito confortável...
Enfim, eu olho as fotos abaixo (crédito Renata Angerami) e penso que ele até parece legal, ou ainda, que poderia ser pior.

"Eu sou a Cinderela. Mas não tem príncipe aqui. Então vou procurar meu proprio sapato."
Eeeeee!
Ontem estávamos no carro, ela brincando de "eu sou neném", que eu retruco com "então eu sou um dinossauro". "Eu sou neném", "então eu sou um taxi". "Eu sou neném", "então eu sou o Pedro".
Ela arregala os já grandes olhos e me pergunta "O MEU PRÍNCIPE???"
Eu olho pra ela e falo "o seu o quê??"
Ela repete "O Pedro é o meu príncipe."
Silêncio.
Silêncio.
"Ah, que bom, filha."
Bom, que posso dizer?
Pedro, que já apareceu aqui "Lucia e seus primeiros pretendentes" e "Lucia e seus primeiros pretendentes no BBB", entre outros posts... Pois é, parece que você venceu, mas ó, uma dica, melhor não ficar muito confortável...
Enfim, eu olho as fotos abaixo (crédito Renata Angerami) e penso que ele até parece legal, ou ainda, que poderia ser pior.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O touro bully e as cacas dançantes
Passei minha infância cantando "Hoje é domingo".
Eu tinha certeza que a música dizia "Hoje é domingo, pé de cachimbo".
Achava fantástico que uma música fosse tão surreal, imagina, uma árvore que em vez de frutos, dá cachimbos. Eu adorava brincar com o cachimbo do meu pai, que afinal cheirava melhor que os charutos, e tinha o Sherlock Holmes como garoto propaganda. Fora isso me chamava a atenção toda a cadeia de violência, justificada por tipo de material:
"Cachimbo é de barro, bate no jarro" (Não sei o que o jarro fez, talvez o cachimbo estivesse esvaziando-se apenas.)
"Jarro é de ouro, bate no touro" (Seria o poder financeiro sobrepujando a força bruta, crueldade com os animais, ou o jarro passando a violência pra frente?)
"Touro é valente, bate na gente" (Touro valentão filho da puta, o que que eu fiz pra você? Ou ainda, quem é touro na minha família? Hmmm, minha mãe.)
"A gente é fraco, cai no buraco" (O que estavam pensando nessa hora? Na condição humana como um todo? Porque eu e o meu irmãos a gente não caía em buraco à toa. Não muito. Mais quando minha irmã empurrava. Ele deveria ser touro também.)
"O buraco é fundo, acabou o mundo" (E agora? Ficção científica? O proverbial poço sem fundo? Ou uma metáfora da morte como fim inevitável da condição humana?)
Mas foi só cantando essa música pra Lulu que me dei conta do óbvio:
"Hoje é domingo, PEDE CACHIMBO."
(facepalm)
Pior que essa só quando você é criança, tira caca do nariz e os adultos perguntam se você está limpando o salão, ou se vai ter festa hoje. Eu, pobre, imaginava a narina como um salão de baile, com valsas em meio à imensas crostas, ou que talvez fosse feio aparecer em festas com caca dentro do nariz. Só muito depois, e em situações inenarráveis, que eu me dei conta de que tipo de festa isso tudo se referia...
Eu tinha certeza que a música dizia "Hoje é domingo, pé de cachimbo".
Achava fantástico que uma música fosse tão surreal, imagina, uma árvore que em vez de frutos, dá cachimbos. Eu adorava brincar com o cachimbo do meu pai, que afinal cheirava melhor que os charutos, e tinha o Sherlock Holmes como garoto propaganda. Fora isso me chamava a atenção toda a cadeia de violência, justificada por tipo de material:
"Cachimbo é de barro, bate no jarro" (Não sei o que o jarro fez, talvez o cachimbo estivesse esvaziando-se apenas.)
"Jarro é de ouro, bate no touro" (Seria o poder financeiro sobrepujando a força bruta, crueldade com os animais, ou o jarro passando a violência pra frente?)
"Touro é valente, bate na gente" (Touro valentão filho da puta, o que que eu fiz pra você? Ou ainda, quem é touro na minha família? Hmmm, minha mãe.)
"A gente é fraco, cai no buraco" (O que estavam pensando nessa hora? Na condição humana como um todo? Porque eu e o meu irmãos a gente não caía em buraco à toa. Não muito. Mais quando minha irmã empurrava. Ele deveria ser touro também.)
"O buraco é fundo, acabou o mundo" (E agora? Ficção científica? O proverbial poço sem fundo? Ou uma metáfora da morte como fim inevitável da condição humana?)
Mas foi só cantando essa música pra Lulu que me dei conta do óbvio:
"Hoje é domingo, PEDE CACHIMBO."
(facepalm)
Pior que essa só quando você é criança, tira caca do nariz e os adultos perguntam se você está limpando o salão, ou se vai ter festa hoje. Eu, pobre, imaginava a narina como um salão de baile, com valsas em meio à imensas crostas, ou que talvez fosse feio aparecer em festas com caca dentro do nariz. Só muito depois, e em situações inenarráveis, que eu me dei conta de que tipo de festa isso tudo se referia...
Domingo o Quê???????
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O próximo a ir para a legião estrangeira
A Lucia chega no lugar toda tímida e não larga a minha calça. Vai se soltando, rouba um doce de leite do carrinho e quando vejo está tocando a maior zona no lugar. Aí fez amizade com esse menino, que prende ela em uma burca de palha e vai dançar.
O que acontece depois: A Lucia está dentro de um cesto e o menino no outro. Que eu faço? Sento em cima dos dois cestos. E não é que quando eu solto o menino está chorando? Pensei: daqui a pouco vem um pai furioso tirar satisfação. Depois pensei melhor, se alguém aqui vai tirar satisfação, sou eu.
O que acontece depois: A Lucia está dentro de um cesto e o menino no outro. Que eu faço? Sento em cima dos dois cestos. E não é que quando eu solto o menino está chorando? Pensei: daqui a pouco vem um pai furioso tirar satisfação. Depois pensei melhor, se alguém aqui vai tirar satisfação, sou eu.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Lucisses
- Filha, qual o nome da sua ovelha?
- É Ovelha.
- O nome dela é Ovelha?
- É. Ela é a ovelha Ovelha.
//
- Pai, posso levar o Gilberto?
- Claro. Afinal o Gilberto é meu neto.
- ELE É MEU NETO.
- E ele é o que meu?
- Filho.
- Se ele for meu filho, ele é seu irmão.
- Então ele é meu filho.
- E quem é o pai dele?
- O Pedro.
- O Pedro é legal né filha.
- É. Ele é meu namorado.
(pausa para enfarto estomacal)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Lucia cercada de pretendentes
Levo a Lucia pra escola e o Pedro vem receber ela na porta, super feliz: "LUCIA!!!". Ele dá um abração nela, e ela nele. A cena é tão bonitinha que eu até perdôo.
Aí o Marco Aurélio, que estava do lado de fora do abraço, fala assim: "E eu, Lucia, e eu?" A lucia abraça o menino, depois os três se abraçam. #todoschora.
Aproveitando o momento, a professora vem me contar como a Lucia se desenvolveu, na fala, nas atitudes, que todos na escola estão impressionados com ela, que ela brinca com as crianças de quatro anos e acompanha tudo que eles fazem. Eu brinco que ela é a mais madura da família. No mínimo, ela foi quem mais conseguiu transformar essa fase difícil em crescimento pessoal. Ela está carinhosa, estável, segura e acho que, ao menos nisso, eu e a mãe dela podemos nos dar os parabéns.
Falando em pretendentes, aliás, em breve a história do menino que eu tranquei em um cesto e ele chorou.
Aí o Marco Aurélio, que estava do lado de fora do abraço, fala assim: "E eu, Lucia, e eu?" A lucia abraça o menino, depois os três se abraçam. #todoschora.
Aproveitando o momento, a professora vem me contar como a Lucia se desenvolveu, na fala, nas atitudes, que todos na escola estão impressionados com ela, que ela brinca com as crianças de quatro anos e acompanha tudo que eles fazem. Eu brinco que ela é a mais madura da família. No mínimo, ela foi quem mais conseguiu transformar essa fase difícil em crescimento pessoal. Ela está carinhosa, estável, segura e acho que, ao menos nisso, eu e a mãe dela podemos nos dar os parabéns.
Falando em pretendentes, aliás, em breve a história do menino que eu tranquei em um cesto e ele chorou.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
22 coisas que Lucia quer ser quando crescer
Um trabalho super bacana do argentino Martin Laksman.
Quer ver as outras 21?
http://www.laksman.com.ar/#50
Quer ver as outras 21?
http://www.laksman.com.ar/#50
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Lucinha, (não) quebre a perna!
Sexta foi meu aniversário, fui dormir em estado lastimável. Acordei três horas depois, às sete, para levar a Lucia na escola - era dia da apresentação de final de ano. Voltei pra casa pra tirar um mini-cochilo, a apresentação no teatro seria só as dez. Claro que começou às 11, e a cada minuto de atraso eu pensava "outro minuto que poderia ter dormido a mais. Raios."
Antes de começar tudo, uma professora fez um discurso emocionado de despedida da turma de formandos. Bonito. Depois um dos formandos leu um discurso escrito para alguém que já aprendeu pontuação, o que não era seu caso. Bonito mas sofrido. Depois um video com fotos dos formandos desde o saco de seus pais até, sei lá, o presente. Deus me livre de passar por isso de novo.
Quando a Lucia entrou no palco foi uma emoção ímpar. Outra emoção ímpar foi ver as fantasias das outras turmas - super elaboradas - e me dar conta que a pequena fortuna que paguei pela fantasia da Lulu na verdade serviu pra subsidiar todas as outras crianças, e, desconfio, uma ala inteira de escola de samba.
Mas eu queria agradecer a todas as professoras e às donas da escola, que foi muito legal ver minha pequena ali.
Aos mais curiosos, quando as crianças fazem a primeira linha horizontal, ela é a segunda da esquerda pra direita.
Antes de começar tudo, uma professora fez um discurso emocionado de despedida da turma de formandos. Bonito. Depois um dos formandos leu um discurso escrito para alguém que já aprendeu pontuação, o que não era seu caso. Bonito mas sofrido. Depois um video com fotos dos formandos desde o saco de seus pais até, sei lá, o presente. Deus me livre de passar por isso de novo.
Quando a Lucia entrou no palco foi uma emoção ímpar. Outra emoção ímpar foi ver as fantasias das outras turmas - super elaboradas - e me dar conta que a pequena fortuna que paguei pela fantasia da Lulu na verdade serviu pra subsidiar todas as outras crianças, e, desconfio, uma ala inteira de escola de samba.
Mas eu queria agradecer a todas as professoras e às donas da escola, que foi muito legal ver minha pequena ali.
Aos mais curiosos, quando as crianças fazem a primeira linha horizontal, ela é a segunda da esquerda pra direita.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Monstro do Pântano invade teatro infantil.
Depois de quase um mês sem ver minha adorada enteada Maria, ela me telefona. Diz que está com saudades, que ficou feliz de saber que sempre vai ter uma cama pra ela onde quer que eu more, e me convidou pra ir assistir a peça dela na escola.
A peça era sete e meia. Às sete saio do escritório, um puta trânsito, pensei que não ia chegar a tempo, nem conseguir estacionar no maldito bairro da escola dela, o Itaim. Decido ir a pé, se apressar o passo, pensei, chego a tempo.
No meio do caminho começa a chover. Eu não acredito muito em guarda-chuva, a não ser que venha com uma espada samurai embutida. Começa a chover muito forte, e penso se não deveria correr um pouco. Depois de três ou quatro quase tombos, dois quase atropelamentos e um enfarto, chego na escola. Sete e meia em ponto.
Entro no teatro, pingando, e sou olhado pelos pais no auditório como se fosse o monstro do pântano. Sento, ainda recuperando o fôlego. Só meia hora depois uma moça aparece pra explicar como são as aulas de teatro. Depois, três videos mostrando as crianças na aula de teatro. Aí sim, quase oito e meia, começam as peças do terceiro, quarto e quinto ano. Óbvio que a que eu fui assistir é do quinto ano.
A peça do terceiro ano não tinha falas nem acabava nunca. Cada cena, narrada no microfone, era seguida de trechos de música em que as crianças pulavam pra lá e pra cá. Custava ter uma edição na peça? um pouco menos de música e seria até quase legal. Era sobre a cidade preta e branca. As próprias crianças escolheram seus personagens: Uma hippie e seu cachorro, um coelho, a dona da hípica (pasmem), a cientista, a policial, a dona da feira e a pintora.
A Maria veio pra platéia, sentou entre eu e o pai dela e ficou segurando a mão dos dois. Fiquei emocionado. Minha querida Maria.
A peça do quarto ano foi muito longa... não me lembro. Acho que estava tentando uma auto-asfixia anestésica.
E a peça do quinto ano era a batalha entre o otimismo e o pessimismo. Ainda bem que ninguém perguntou minha opinião sobre o tema. Os meninos eram uns canastrões. As meninas eram umas figuras, e a Maria era uma hippie, paz e amor, bicho. Depois uma advogada hippie (uma advogada da paz, olha que pertinente). Fiquei com a séria impressão que ela teria muito sucesso em qualquer uma dessas carreiras, hippie, advogada ou atriz.
E mais que tudo, fiquei muito feliz com a "volta da Maria". Morei com ela os últimos quatro anos e ela é quase como uma filha pra mim. Uma das coisas muito difíceis da separação foi ficar longe dela, e esse reencontro, no dia em que terminou meu suposto inferno astral, foi importante.
Ciscos Revoam.
A peça era sete e meia. Às sete saio do escritório, um puta trânsito, pensei que não ia chegar a tempo, nem conseguir estacionar no maldito bairro da escola dela, o Itaim. Decido ir a pé, se apressar o passo, pensei, chego a tempo.
No meio do caminho começa a chover. Eu não acredito muito em guarda-chuva, a não ser que venha com uma espada samurai embutida. Começa a chover muito forte, e penso se não deveria correr um pouco. Depois de três ou quatro quase tombos, dois quase atropelamentos e um enfarto, chego na escola. Sete e meia em ponto.
Entro no teatro, pingando, e sou olhado pelos pais no auditório como se fosse o monstro do pântano. Sento, ainda recuperando o fôlego. Só meia hora depois uma moça aparece pra explicar como são as aulas de teatro. Depois, três videos mostrando as crianças na aula de teatro. Aí sim, quase oito e meia, começam as peças do terceiro, quarto e quinto ano. Óbvio que a que eu fui assistir é do quinto ano.
A peça do terceiro ano não tinha falas nem acabava nunca. Cada cena, narrada no microfone, era seguida de trechos de música em que as crianças pulavam pra lá e pra cá. Custava ter uma edição na peça? um pouco menos de música e seria até quase legal. Era sobre a cidade preta e branca. As próprias crianças escolheram seus personagens: Uma hippie e seu cachorro, um coelho, a dona da hípica (pasmem), a cientista, a policial, a dona da feira e a pintora.
A Maria veio pra platéia, sentou entre eu e o pai dela e ficou segurando a mão dos dois. Fiquei emocionado. Minha querida Maria.
A peça do quarto ano foi muito longa... não me lembro. Acho que estava tentando uma auto-asfixia anestésica.
E a peça do quinto ano era a batalha entre o otimismo e o pessimismo. Ainda bem que ninguém perguntou minha opinião sobre o tema. Os meninos eram uns canastrões. As meninas eram umas figuras, e a Maria era uma hippie, paz e amor, bicho. Depois uma advogada hippie (uma advogada da paz, olha que pertinente). Fiquei com a séria impressão que ela teria muito sucesso em qualquer uma dessas carreiras, hippie, advogada ou atriz.
E mais que tudo, fiquei muito feliz com a "volta da Maria". Morei com ela os últimos quatro anos e ela é quase como uma filha pra mim. Uma das coisas muito difíceis da separação foi ficar longe dela, e esse reencontro, no dia em que terminou meu suposto inferno astral, foi importante.
Ciscos Revoam.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Notas de uma separação.
Dentre os vários posts que eu nunca gostaria de escrever, este é um deles. Lembro quando o Rafa Noris disse que acabou a família palmito, eu perguntei, acabou o blog, e ele disse, não, acabou a família, cara. E eu pensei, nossa, como deve ser difícil. Agora sou eu aqui.
Eu e a mãe da Lucia estamos separados há um tempinho. Não quero entrar em nenhum detalhe de separação, essas coisas são doloridas, envolvem pessoas e recordar é viver.
O que, já meses atrás, me deixou numa encruzilhada... Comecei esse blog baseado em uma franqueza quase suicida (chamo de sincericídio). O Diário de um grávido contou o começo dessa história, e Como nascem os pais, como ela evoluiu. Achei que não seria certo, ou adequado, falar sobre a separação em andamento. Ao mesmo tempo, não falar sobre isso limitou um pouco a gama de assuntos e me senti quase desonesto com vocês, leitores queridos. A gente faz o que pode...
Eu e a Ana nos amamos muito e infelizmente não deu certo. Quem sabe em outra vida, se é que as há. Ainda somos parceiros na criação dessa menina linda que a gente colocou no mundo.
A vida continua. Agora esse diário de um pai é também sobre a vida de pai solteiro. Com o tempo, vou contando um pouco dos medos, angústias e, espero, alegrias que envolvem essa nova fase e a transformação que acompanha.
Por ora, posso dizer que já fico muito feliz em ter vocês todos aqui.
Eu e a mãe da Lucia estamos separados há um tempinho. Não quero entrar em nenhum detalhe de separação, essas coisas são doloridas, envolvem pessoas e recordar é viver.
O que, já meses atrás, me deixou numa encruzilhada... Comecei esse blog baseado em uma franqueza quase suicida (chamo de sincericídio). O Diário de um grávido contou o começo dessa história, e Como nascem os pais, como ela evoluiu. Achei que não seria certo, ou adequado, falar sobre a separação em andamento. Ao mesmo tempo, não falar sobre isso limitou um pouco a gama de assuntos e me senti quase desonesto com vocês, leitores queridos. A gente faz o que pode...
Eu e a Ana nos amamos muito e infelizmente não deu certo. Quem sabe em outra vida, se é que as há. Ainda somos parceiros na criação dessa menina linda que a gente colocou no mundo.
A vida continua. Agora esse diário de um pai é também sobre a vida de pai solteiro. Com o tempo, vou contando um pouco dos medos, angústias e, espero, alegrias que envolvem essa nova fase e a transformação que acompanha.
Por ora, posso dizer que já fico muito feliz em ter vocês todos aqui.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Lucia e as 500 milhas de grama.
Lucia ganha um abraço de um dos poucos rapazes que eu não enviaria para a legião estrangeira.
Lucia observa atentamente o rapaz, que talvez possa passar um tempinho nos desertos do norte da África sim.
Lucia, como sempre, iluminando meu coração com a força de mil sóis.
Conversível vermelho. Haja estilo. E nunca é cedo demais.
A frentista mais linda do país, Bella.
Ah, quer ver o video dessa historinha?
Passa lá na Cia das Mães, que o filminho tá ali - exclusivamente.
Lucia observa atentamente o rapaz, que talvez possa passar um tempinho nos desertos do norte da África sim.
Lucia, como sempre, iluminando meu coração com a força de mil sóis.
Conversível vermelho. Haja estilo. E nunca é cedo demais.
A frentista mais linda do país, Bella.
Ah, quer ver o video dessa historinha?
Passa lá na Cia das Mães, que o filminho tá ali - exclusivamente.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Como quase bater o carro:
Dirigindo, ouvindo rádio, Lucia no banco de trás.
Toca um comercial de doação de órgãos e o cara fala "meu coração eu deixo para..."
A Lucia da um sobressalto e começa:
"Coração!! Eu tenho um coração. É de criança. Ele é rosa."
"Que bom filha!"
"E você também tem um. Fui eu que dei. Eu era rosa e coloquei um coração em você quando eu era pequena"
Quase engasgo de emoção. Ela continua:
"E você colocou um coração em mim"
Pronto, fui atacado por um enxame de ciscos no olho.
Eles são muito numerosos nessa época do ano e um perigo no trânsito.
Toca um comercial de doação de órgãos e o cara fala "meu coração eu deixo para..."
A Lucia da um sobressalto e começa:
"Coração!! Eu tenho um coração. É de criança. Ele é rosa."
"Que bom filha!"
"E você também tem um. Fui eu que dei. Eu era rosa e coloquei um coração em você quando eu era pequena"
Quase engasgo de emoção. Ela continua:
"E você colocou um coração em mim"
Pronto, fui atacado por um enxame de ciscos no olho.
Eles são muito numerosos nessa época do ano e um perigo no trânsito.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lucia: Primeiro Vôo
Olhando os aviões decolarem
- O que é aquilo, pai?
- É o nariz do avião.
- Quer cor é?
- É branco.
- O meu é bege.
- É? E o meu?
- Seu nariz é maior que o do avião, pai.
Já sentados toca a campainha de apertar cintos.
A Lucia grita:
-QUEM É???
O piloto diz
- Boa noite senhores passageiros...
Ela arregala o olho:
- O avião falou boa noite!!
E deita no braço da cadeira e fecha o olho, rindo
Um pouco antes da decolagem ela pergunta quem dirige o avião. Eu digo que é o piloto. Ela pensa por um minuto e grita umas três vezes
-O PILOTO É MALUCO!!
Cada vez que o piloto dizia “Curitiba” ela arregalava o olho e dizia
-CURITIVA! A gente vai pra lá!
(O mesmo pra São Paulo, na volta)
Olhando a cidade de cima, de noite, eu aponto pra ela:
-Olha, Lucia, a cidade”.
Ela diz
-Parece uma maaaaaaar
-Pai, cabe muita gente no avião?
-Cabe sim, filha
(ela mostra cinco dedos) -Isso?
-Mais, filha
(mostra dez dedos) -Isso?
-Muito mais, filha.
(Ela olha pras mãos e diz) -Não tem mais!
-Filha, ia precisar usar as mãos de todos os seus amiguinhos da escola pra contar
-É? Mas eles não vieram, pai!
Outra da sala de espera:
- Você é meu pai!
- Eu sou seu pai.
- Você é meu namorado!
- Eu não sou seu namorado.
-Não?
-Não.
- Então quem é?
- Você está perguntando isso pra mim?
-Mmm. Meu namorado é o Pedro!
Aí ela resolve cantar Michelle, dos Beatles.
-Micheeeeelle. My belle...
(nisso eu emendo a nossa versão) Lulu, meu xuxu, você é um urubu...
- Eu não sou urubu!! Você é um urubu. Eu sou urubuzinha.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
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